Países da UE aprovam tarifas sobre importações americanas | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 14.06.2018
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Economia

Países da UE aprovam tarifas sobre importações americanas

Por unanimidade, membros do bloco dão aval a plano da Comissão Europeia para taxar uma série de produtos dos EUA. Medida, que deve entrar em vigor em julho, é resposta às tarifas de Trump sobre aço e alumínio europeus.

Importações

UE quer introduzir tarifas sobre importações americanas no valor de 2,8 bilhões de euros

Os países-membros da União Europeia (UE) aprovaram nesta quinta-feira (14/06) a imposição de tarifas sobre uma série de produtos dos Estados Unidos, em retaliação à decisão do presidente Donald Trump de aumentar as taxas sobre as importações de aço e alumínio da Europa.

A medida, proposta pela Comissão Europeia na semana passada, inflama ainda mais uma disputa comercial entre as potências, dias depois da desastrosa cúpula do G7 no Canadá, que terminou com Trump criticando seus aliados sobre a questão e retirando seu apoio a uma declaração conjunta.

Fontes em Bruxelas revelaram a agências de notícias internacionais que os 28 Estados-membros do bloco europeu apoiaram de forma unânime os planos da Comissão Europeia para a "adoção de medidas de reequilíbrio ante as tarifas americanas sobre o aço e o alumínio".

Uma das fontes afirmou que as tarifas entrarão em vigor "nos próximos dias", enquanto outros funcionários europeus dizem que elas serão implementadas no início de julho. A proposta deve voltar para uma nova análise da Comissão Europeia, cujo próximo encontro é em 20 de junho.

O plano é introduzir tarifas de 25% sobre importações americanas no valor de 2,8 bilhões de euros, com a possibilidade de estender posteriormente a lista de produtos afetados.

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Cúpula do G7 termina com troca de farpas

Entre as importações listadas estão suco de laranja, uísque, manteiga de amendoim, calças jeans e motocicletas. Marcas não foram especificadas, embora o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, tenha afirmado em março que possíveis retaliações atingiriam empresas como Harley-Davidson e Levi's.

A decisão da União Europeia foi tomada depois que Trump estipulou taxas de importação de 25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio para o bloco europeu e outros países. Os danos causados pela taxação americana são avaliados em 6,4 bilhões de euros.

Em 2017, os países da UE exportaram cerca de 5,5 milhões de toneladas de aço para os Estados Unidos. Siderúrgicas europeias estão preocupadas com a perda de acesso ao mercado americano e com a substituição por aço de outros países.

Em março, Trump entrou em negociações e suspendeu temporariamente a aplicação das tarifas sobre os dois itens para uma lista de nações que incluía os países da União Europeia, além de Canadá, México, Coreia do Sul, Austrália e Brasil.

Em 31 de maio, o presidente americano decidiu, por fim, impor as tarifas de importação para Canadá, México e UE. Brasil, Argentina e Austrália continuam isentos das tarifas de aço, mas o Brasil não aparece na lista dos países liberados das taxas de alumínio.

Em resposta, o governo canadense anunciou que vai introduzir tarifas sobre importações dos Estados Unidos no valor de 12,9 bilhões de dólares a partir de 1º de julho. O México, por sua vez, impôs sobretaxas sobre uma série de produtos americanos, como aço e porco, na semana passada.

EK/afp/dpa/rtr

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