Países árabes do Golfo encerram boicote ao Catar | Notícias internacionais e análises | DW | 05.01.2021

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Oriente Médio

Países árabes do Golfo encerram boicote ao Catar

Emirado havia sido isolado pelos vizinhos por causa das suas relações com Irã e Turquia. Fim da crise de três anos se deve também à atuação do governo Trump, que age para isolar Irã.

Mohammed bin Salman e Tamin al-Thani

Mohammed bin Salman recebeu o emir Tamin al-Thani no aeroporto

Os líderes dos países árabes do Golfo Pérsico selaram nesta terça-feira (05/01) numa cúpula na Arábia Saudita o fim do boicote de mais de três anos ao Catar.

Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e também o Egito anunciaram que encerraram os bloqueios ao país por terra, mar e ar, que começaram em junho de 2017, ao Catar.

Na cúpula, os seis países árabes do Golfo assinaram um acordo de solidariedade e de estabilidade, declarou o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman nesta terça-feira, na cidade de Al-Ula.

"Temos uma necessidade urgente de unir os nossos esforços para promover a nossa região e enfrentar os desafios que nos rodeiam, em particular as ameaças colocadas pelo programa nuclear e pelos mísseis balísticos do regime iraniano e os seus planos de sabotagem e de destruição", afirmou.

Os dirigentes dos seis países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) assinaram dois documentos: a declaração de Al-Ula e um comunicado final, cujo conteúdo ainda não foi divulgado. O CCG inclui a Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuweit, Omã e Catar. O Egito também participou do encontro.

Apoio a grupos terroristas

A expectativa de uma reconciliação entre o Catar e os seus vizinhos havia sido reavivada na segunda-feira, com a abertura pela Arábia Saudita das suas fronteiras com o país vizinho.

Nesta terça-feira, o emir do Catar, Tamim bin Hamad al-Thani, e o príncipe herdeiro da Arábia Saudita cumprimentaram-se com um abraço na chegada do primeiro ao território saudita, para participar da cúpula.

Em junho de 2017, a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Bahrein e o Egito cortaram relações com o Catar, a quem acusaram de apoiar grupos terroristas, e exigiram que o emirado se afastasse do Irã e da Turquia e fechasse a emissora Al Jazeera, que tem sede em Doha.

O Catar, que abriga a maior base militar dos EUA na região, sempre negou as acusações e afirmou ser vítima de um ataque à sua soberania. A maior parte das 13 exigências feitas ao Catar também não foi atendida.

O boicote acabou tendo o efeito prático de aproximar o Catar de rivais da Arábia Saudita, como o Irã e a Turquia, que se apressaram para fornecer medicamentos e comida nos primeiros dias do embargo.

Intermediação da Casa Branca

O Kuwait atuou como mediador na crise, mas também houve interferência do governo dos Estados Unidos. O governo do Catar elogiou os esforços do conselheiro da Casa Branca Jared Kushner para encerrar o bloqueio.

Funcionários da Casa Branca disseram que Kushner, que é o genro do presidente Donald Trump, ajudou a negociar o fim do bloqueio e participará da cúpula na Arábia Saudita.

Os esforços do governo Trump para unir os países sauditas do Golfo Pérsico fazem parte da estratégia da Casa Branca para formar uma frente contra o Irã.

AS/lusa/ap/rtr

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