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Greta Thumberg e outros ativistas em protestos antes da COP26Foto: Frank Augstein/AP Photo/picture alliance
PolíticaGlobal

"Ouçam os jovens", apela papa antes da cúpula do clima

31 de outubro de 2021

Em declaração no início da COP26, Francisco diz que crises oferecem também oportunidade e afirma que passado mostrou a importância de ouvir os mais jovens.

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O papa Francisco fez um apelo, em declaração divulgada neste domingo (31/10), dia que marca o início da cúpula climática (COP26) na Escócia, para que se escutem os jovens sobre os desafios que a humanidade enfrenta, entre eles as mudanças climáticas.

"O passado recente mostrou que foram, sobretudo, os nossos filhos que compreenderam a escala e a enormidade dos desafios enfrentados pela sociedade, especialmente a crise climática”, disse o pontífice.

"Temos de ouvi-los com o coração aberto. Devemos seguir o seu exemplo porque são sábios apesar da sua idade", completou Francisco.

A declaração é parte do prólogo de um livro sobre a sua encíclica Laudato Sí. As encíclicas são consideradas atualmente os documentos papais com maior peso doutrinário. Elas são mensagens dirigidas por Francisco, em forma de carta, a toda a Igreja Católica.

A 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Glasgow, é primeira após uma pausa de dois anos devido à pandemia. Especialistas, negociadores e ativistas pressionam para que, nesta edição, países anunciem metas mais ousadas de corte de emissão de gases de efeito estufa.

A atual meta, fixada no Acordo de Paris de 2015, é um compromisso não vinculativo alcançado entre os países para que, até o fim deste século, a temperatura média do planeta não aumente mais que 1,5 ºC em relação aos níveis pré-industriais.

"Crises são janelas de oportunidade"

Na declaração, o papa disse que as crises "são também janelas de oportunidade: são ocasiões para reconhecer e aprender com os erros do passado".

 "São também um tempo para mudarmos de velocidade, para mudarmos maus hábitos, a fim de podermos sonhar, criar e agir em conjunto para realizarmos futuros justos e equitativos", acrescentou ele.

Francisco apelou para o desenvolvimento de "uma nova forma de solidariedade que valorize mais as pessoas do que o lucro, que procure novas formas de compreender o desenvolvimento e o progresso".

 "Portanto, a minha esperança e a minha oração é que não saiamos desta crise da mesma forma como entramos nela", disse ele.

O pontífice havia anunciado o seu desejo de participar da reunião de Glasgow, mas no último minuto o Vaticano enviou o secretário de Estado Pietro Parolin para o representar. 

Com este texto, Francisco assina o livro Laudato si Reader, publicado por ocasião da COP2. Nele, ativistas ambientais, embaixadores, homens e mulheres da Igreja relatam como a encíclica do papa Laudato si tem sido recebida em vários contextos em todo o mundo. 

rpr (Efe, Lusa)