Otan inicia maiores exercícios militares desde a Guerra Fria | Notícias internacionais e análises | DW | 25.10.2018
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Mundo

Otan inicia maiores exercícios militares desde a Guerra Fria

Aliança militar do Atlântico Norte realiza manobras envolvendo 31 países e cerca de 50 mil soldados, numa demonstração de força contra potenciais adversários. Rússia fala em provocação, mas aceita enviar observadores.

Tanques da Otan

Realizados na Noruega, exercícios militares da Otan envolvem 250 aeronaves, 65 navios e 10 mil veículos

A Otan inicia nesta quinta-feira (25/10), na Noruega, seus maiores exercícios militares desde o fim da Guerra Fria, envolvendo cerca de 50 mil soldados, 250 aeronaves, 65 navios e 10 mil veículos de 31 países.

O objetivo é treinar as forças da aliança militar do Atlântico Norte para defender um Estado-membro em caso de agressão externa. Os exercícios também visam demonstrar união por parte dos aliados, apesar de dúvidas quanto a isso plantada pelo governo dos Estados Unidos.

"Nos últimos anos, o ambiente de segurança da Europa se deteriorou significativamente", observou o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg.

Os exercícios realizados na Noruega "enviam um sinal claro para as nossas nações e potenciais adversários: a Otan não busca o confronto, mas permanece pronta para defender todos os aliados contra qualquer ameaça", afirmou.

Apesar dos nomes dos "potenciais adversários" não terem sido mencionados por Stoltenberg, a mensagem parece ter sido direcionada à Rússia, país que não hesita em exibir seu poderio militar.

Nos últimos anos, as forças russas anexaram a Península da Crimeia, atuaram para desestabilizar a Ucrânia, reforçaram suas capacidades militares no Ártico e conduziram os maiores exercícios militares de sua história em setembro passado, com cerca de 300 mil soldados.

A embaixada de Moscou em Oslo disse ver a iniciativa da Otan como um exercício "anti-Rússia". "Tais atividades [...] soam como provocações, mesmo com a tentativa de justificá-las como sendo de natureza puramente defensiva", declararam os diplomatas russos.

O aumento da presença militar dos países do Ocidente no Leste Europeu é algo que vem irritando Moscou. Os Estados Unidos e o Reino Unido vêm enviando mais soldados à Noruega sob a justificativa de acostumá-los ao combate sob baixas temperaturas. No início do mês, o Ministério do Exterior russo chegou a afirmar que tais ações "irresponsáveis" podem desestabilizar a situação política no Hemisfério Norte.

As tensões se agravaram ainda mais após o presidente americano, Donald Trump, ameaçar, no último fim de semana, retirar seu país do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF), assinado durante a Guerra Fria. Moscou considerou a atitude uma ameaça à segurança global.

Trump manifestou o desejo de aumentar o arsenal militar de seu país, acusando a Rússia de desenvolver o novo míssil SSC-8. O presidente russo, Vladimir Putin, condenou a atitude e alertou para os riscos de uma nova corrida armamentista.

A Rússia, porém, aceitou um convite da Otan para enviar observadores à Noruega durante os exercícios militares, uma medida que Stoltenberg disse ter sido tomada em nome da transparência.

"Contanto que se comportem profissionalmente e evitem situações de perigo, não acho que seja um problema eles monitorarem os exercícios", afirmou.

Apesar de desconfianças manifestadas por Trump em relação à Otan, os EUA respondem pelo maior contingente dos exercícios de 2018, com mais de 14 mil soldados e um porta-aviões. Os exercícios devem ser realizados até o dia 7 de novembro.

RC/afp/dpa

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