Otan assume comando da zona de exclusão aérea na Líbia | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 25.03.2011
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Mundo

Otan assume comando da zona de exclusão aérea na Líbia

Países-membros continuam os debates para que a Aliança Atlântica assuma o controle de todas as operações militares destinadas a proteger os civis líbios. Objeções da Turquia são o principal obstáculo.

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Rasmussen: Otan integra amplo esforço internacional

Os países que integram a Otan concordaram que a organização assuma o controle da zona de exclusão área na Líbia. As 28 nações chegaram a um consenso na noite desta quinta-feira (24/03), em Bruxelas. Ao menos por enquanto, a Otan, também chamada de Aliança Atlântica, não se envolverá nas operações em terra.

"Estamos agindo como parte de um amplo esforço internacional para proteger civis do regime de Kadafi", afirmou o secretário-geral, Anders Fogh Rasmussen. Segundo ele, "neste momento" as operações da aliança militar e as da coalizão coexistirão, dando a entender que essa situação pode mudar.

A Turquia, segundo maior exército da Otan e único membro de maioria muçulmana, rejeita a ideia de que a aliança militar assuma o comando das operações em terra na Líbia, onde a religião muçulmana também é dominante.

Com a decisão desta quinta-feira, a Otan dará início, nos próximos três dias, a operações para impedir que aviões do ditador Muammar Kadafi levantem voo, o que inclui abatê-los, se necessário. A coalizão continuará mirando os alvos em terra.

Comando político

Uma questão que permanece irresoluta é o controle político das operações militares. A França alerta que, se esse papel também for dado à Otan, os aliados árabes vão retirar seu apoio.

Por isso, o presidente Nicolas Sarkozy voltou a insistir que a coordenação política fique em mãos de uma coalizão internacional. Segundo os planos franceses, a Otan ficaria restrita à execução das operações militares.

Desta maneira, os parceiros árabes também poderiam participar da tomada de decisões políticas, argumenta Sarkozy. As potências ocidentais – Estados Unidos, França e Reino Unido – têm destacado a importância da participação árabe na coalizão, mas por enquanto apenas o Catar e os Emirados Árabes Unidos enviaram aviões.

Debates continuam

Os Estados Unidos pressionam para abandonar o controle total das operações militares, mas continuarão à frente dos bombardeios de alvos terrestres até que a questão do comando se resolva por completo.

Diplomatas afirmaram que as conversações para que a Otan assuma o controle total das operações militares continuarão neste final de semana. Uma nova decisão é aguardada para a próxima segunda-feira. "Estamos debatendo se a Otan deve assumir essa responsabilidade ampla, mas essa decisão ainda não foi tomada", afirmou Rasmussen.

Porém, um diplomata americano declarou a repórteres, sob condição de anonimato, que a organização militar já chegou a um acordo político para que a Aliança Atlântica assuma o comando de todas as operações destinadas a proteger os civis líbios.

A declaração parece contradizer Rasmussen, mas outros diplomatas afirmam que o que falta é acertar detalhes. Estes se relacionam principalmente às objeções que a Turquia faz às operações contra Kadafi.

AS/afp/rtr
Revisão: Nádia Pontes

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