Opositor venezuelano Ledezma foge para a Colômbia | Notícias sobre a América Latina e as relações bilaterais | DW | 17.11.2017
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América Latina

Opositor venezuelano Ledezma foge para a Colômbia

Um dos principais líderes da oposição, ex-prefeito de Caracas consegue escapar de prisão domiciliar. Ele anuncia que viajará a vários países para denunciar situação de presos políticos na Venezuela.

Ledezma em julho de 2017 na sacada de sua casa em Caracas

Ledezma cumpria prisão domiciliar em Caracas

O ex-prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, um dos principais opositores do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, fugiu nesta sexta-feira (17/11) para a Colômbia. Detido desde 2015, ele atualmente estava em prisão domiciliar.

De acordo com autoridades colombianas, Ledezma entrou no país pela manhã por via terrestre pela Ponte Internacional Simón Bolívar, na cidade de Villa del Rosario, e fez o trâmite migratório conforme a legislação.

Em declarações à emissora colombiana Caracol, Ledezma afirmou que vai "continuar a lutar por uma saída para a crise" na Venezuela, e anunciou que pretende viajar a vários países para denunciar a situação dos presos políticos no país.

Ledezma disse ainda que tomou a decisão da fuga sozinho, sem consultar a família. "Pedi compreensão à minha esposa e às minhas filhas. Elas sofreram longas horas de angústia sem saber onde eu estava", acrescentou.

Segundo o político, durante a viagem clandestina para a Colômbia, ele passou por 29 postos de controle das forças de segurança venezuelana. O opositor apelou ao povo venezuelano para que não perca a dignidade e dê continuidade à luta para conseguir "a liberdade" do país.

A esposa de Ledezma, Mitzy Capriles, afirmou que o opositor segue viagem para Madri, na Espanha, onde ela já se encontra. Ele deve aterrissar na capital espanhola no sábado.

Detido no início de 2015, enquanto ainda cumpria o mandato de prefeito, Ledezma passou meses preso numa penitenciária militar e, por motivos de saúde, obteve a permissão de passar para a prisão domiciliar em fevereiro de 2016.

Ledezma, que está entre os políticos de oposição mais conhecidos da Venezuela, foi acusado pelos crimes de conspiração contra o governo de Maduro e formação de quadrilha pelo Ministério Público. Apesar da prisão, ele ainda não foi julgado.

A fuga do opositor foi comemorada pelo secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro. "Minha saudação a Antonio Ledezma, referência moral da Venezuela, agora livre para liderar a luta no exílio para a instauração do sistema democrático no seu país", escreveu no Twitter.

CN/efe/lusa/rtr

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