OMS critica lentidão da vacinação na Europa | Notícias internacionais e análises | DW | 01.04.2021

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Coronavírus

OMS critica lentidão da vacinação na Europa

Organização também afirmou que situação na região é a mais preocupante em vários meses, por causa do aumento significativo de novos casos. "A vacinação está inaceitavelmente lenta", diz diretor da OMS para a Europa.

Vista aérea de cum centro de vacinação. Salas são improvisadas com cortinas.

Na União Europeia, apenas pouco mais de 5% da população recebeu a primeira dose

A Organização Mundial da Saúde (OMS) criticou nesta quinta-feira (01/04) a lentidão da campanha de vacinação contra a covid-19 na Europa e disse que o aumento no número de infecções pelo coronavírus no continente é "preocupante".

"As vacinas são nossa melhor saída para essa pandemia. No entanto, a vacinação está inaceitavelmente lenta", disse o diretor da OMS para a Europa, Hans Kluge, em um comunicado, ressaltando que o atraso está "prolongando a pandemia".

Até agora, cerca de 10% da população da Europa recebeu uma dose de vacinas contra a covid-19 e apenas 4% duas doses. A vacinação é ainda mais lenta nos 27 estados-membros da União Europeia, onde apenas cerca de 5,6% da população recebeu a primeira dose. No Reino Unido, que não faz mais parte do bloco, o índice é de 46%.

"Devemos acelerar o processo, aumentando a fabricação, reduzindo as barreiras para a aplicação de vacinas e usando agora todos os frascos que temos em estoque agora", acrescentou Kluge.

Para a OMS, a situação do coronavírus na Europa é a "mais preocupante em vários meses". Por isso, é necessário implementar medidas de restrição para conter a rápida disseminação do vírus.

"Enquanto a cobertura [de vacinas] permanecer baixa, precisamos aplicar as mesmas medidas sociais e de saúde pública que aplicamos no passado, para compensar os atrasos nos cronogramas'', disse Kluge.

A região da OMS Europa compreende 53 países e territórios, incluindo a Rússia e nações da Ásia Central. De acordo com o comunicado, cinco semanas atrás, o número semanal de novos casos na região era de menos de um milhão. Porém, na semana passada, o continente viu um aumento significativo na transmissão na maioria dos países, chegando a 1,6 milhão de novas infecções.

A OMS destaca que o número total de mortes na Europa "está se aproximando rapidamente de um milhão e o número total de casos está prestes a ultrapassar 45 milhões".

A organização alertou que a rápida disseminação do vírus pode aumentar o risco de novas variantes.

"A probabilidade de ocorrência de novas variantes preocupantes aumenta a medida que o vírus se replica e se espalha. Portanto, reduzir a transmissão por meio de ações básicas de controle de doenças é crucial", afirmou Dorit Nitzan, diretora regional de emergência da OMS para a Europa, em um comunicado.

Restrições devem continuar

Atualmente, 27 países europeus aplicam restrições, sendo que 21 deles impõem toques de recolher. Nas últimas duas semanas, 23 estados endureceram as medidas para conter a propagação do coronavírus, enquanto 13 abrandaram as restrições.

Para Kluge, não é hora de relaxar. "Não podemos ignorar o perigo. Todos temos que fazer sacrifícios, não podemos deixar que a exaustão nos derrote. Devemos continuar contendo o vírus", ressaltou.

Parte da lentidão da vacinação da Europa se deve ao fato de a União Europeia ter concentrado grandes apostas na vacina da AstraZeneca. A empresa informou no começo do ano que vai conseguir entregar muito menos doses do que originalmente previsto.

Além disso, o temor de que o imunizante possa causar trombose restringiu e até paralisou o uso da vacina em vários países. A Alemanha, por exemplo, decidiu na terça-feira que apenas pessoas com mais de 60 anos devem receber a vacina da AstraZeneca. A decisão foi motivada por suspeitas de casos de trombose venosa cerebral, sobretudo em mulheres jovens, após a vacinação. Esta foi a segunda vez em um mês que o uso do imunizante foi questionado.

Em meados de março, a aplicação da vacina foi suspensa em vários países europeus. Alguns governos acabaram retomando as vacinações depois de a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) reforçar a classificação do imunizante da AstraZeneca como seguro e recomendar sua utilização.

le (afp, ap, efe, lusa)

 

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