Obama alertou Trump sobre Michael Flynn | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 08.05.2017
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Estados Unidos

Obama alertou Trump sobre Michael Flynn

Assessores do ex-presidente dizem que alerta ocorreu no primeiro encontro com Trump, no dia seguinte à eleição. Flynn acabou afastado pelo republicano depois de vir à tona que mentiu sobre contatos com embaixador russo.

Michael Flynn

Flynn ficou apenas 24 dias no cargo

O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama alertou seu sucessor, Donald Trump, contra a nomeação do general reformado Michael Flynn como conselheiro de Segurança Nacional, afirmaram nesta segunda-feira (08/05) três ex-assessores de Obama. De acordo com eles, o ex-presidente fez o alerta no primeiro encontro dele com Trump, logo após a eleição, em 10 de novembro, durante uma conversa sobre possíveis nomes para cargos.

A revelação veio à tona no momento em que Trump acusa a administração do ex-presidente de não ter verificado a relação de Flynn com contatos russos. Flynn permaneceu apenas 24 dias no cargo e foi afastado por Trump depois de ter sido revelado que ele mentiu para o vice-presidente Mike Pence e outras autoridades sobre seus contatos com o embaixador russo em Washington, Serguei Kislyak.

Nos contatos, que aconteceram antes da posse de Trump, Flynn discute as sanções impostas por Obama a Moscou em reação a uma suposta interferência russa na eleição americana.

Flynn havia sido chefe da Agência de Inteligência da Defesa durante o governo Obama, mas foi demitido pelo ex-presidente. Segundo fontes, Obama teria alertado Trump com base no desempenho do general reformado no comando do serviço secreto.

Investigação no Senado

A revelação ocorre no mesmo dia em que a ex-procuradora-geral adjunta Sally Yates prestará depoimento numa comissão do Senado que investiga a possível interferência da Rússia na eleição de 2016.

Yates, que exerceu o cargo de procuradora-geral nas primeiras semanas do mandato de Trump, foi a pessoa que alertou a Casa Branca em janeiro de que Flynn havia mentido sobre seus contatos com o embaixador russo. Yates advertiu ainda a Casa Branca que essa situação tornava o general reformado vulnerável a chantagens do Kremlin.

A procuradora-geral foi exonerada por insubordinação depois que se negou a apoiar o veto de Trump à entrada de refugiados e cidadãos de sete países de maioria muçulmana nos Estados Unidos, uma medida que mais tarde foi bloqueada por tribunais.

Além de Yates, também comparecerá à audiência desta segunda-feira na comissão o ex-diretor de Inteligência Nacional James Clapper.

A audiência faz parte de uma série de sessões públicas e a portas fechadas que tanto o Senado como a Câmara dos Representantes estão fazendo sobre a possível interferência russa na eleição presidencial, com o objetivo de determinar se houve algum tipo de coordenação entre o Kremlin e a campanha de Trump.

CN/afp/ap/rtr/efe

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