O Sistema Financeiro | Saiba mais sobre a economia da Alemanha, a maior da Europa | DW | 12.05.2004
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Estrutura Econômica

O Sistema Financeiro

O extinto marco alemão criou os fundamentos de um sólido sistema financeiro na Alemanha. Os instrumentos de estabilidade do euro, a moeda da União Monetária Européia, basearam-se na política monetária alemã.

default

Símbolo do euro, a moeda comum européia, diante do prédio do Banco Central Europeu

Em 1949, a recém-criada República Federal da Alemanha deu um passo importante para assegurar o futuro da nação por meio da reforma monetária que criou a chamada economia social de mercado. O marco alemão tornou-se, a partir de então, um dos principais esteios do "milagre econômico" da Alemanha.

A estabilidade da moeda constituiu base importante para a reconstrução do país, garantindo também o êxito das exportações e uma renda per capita cada vez mais elevada. A era do marco alemão terminou em 31 de dezembro de 1998, mas, para a maioria dos alemães, esse fato só se tornou consciente três anos depois, quando a moeda nacional foi retirada de circulação e substituída pelo euro.

Em 1° de janeiro de 1999, o euro passou a ser a moeda comum de 11 países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Irlanda, Itália, Luxemburgo e Portugal – pouco depois, também da Grécia. A introdução da moeda comum européia foi uma decisão incentivada sobretudo pelos governos da Alemanha e da França, como um passo decisivo para a unificação da Europa.

Euro DM im Vergleich

O euro substituiu o marco alemão em janeiro de 2002

Durante uma fase de transição de três anos – de 1° de janeiro de 1999 a 31 de dezembro de 2001 – o marco alemão continuou sendo a única moeda a circular na Alemanha. O mesmo ocorreu com as demais moedas nacionais. O euro, entretanto, assumiu a condição de moeda contábil e com câmbio oscilante, ao qual as nacionais foram indexadas.

Com cédulas e moedas próprias, o euro só começou a circular em 2002, substituindo definitivamente as unidades monetárias dos países da chamada zona do euro, hoje ampliada para 15 nações da União Européia e três externas.

Banco Central Europeu

Já a partir de janeiro de 1999, o sistema do euro havia assumido a política monetária dos países-membros, com o objetivo principal de garantir estabilidade de preços. O grêmio mais importante de decisão monetária é, desde então, o Conselho do Banco Central Europeu (BCE). Ele é integrado pelo presidente e diretores do BCE, sediado em Frankfurt, e pelos presidentes dos bancos centrais dos países-membros da União Monetária Européia.

O Conselho do BCE estabelece as diretrizes da política monetária da zona do euro. Sua diretoria encarrega-se dos negócios correntes. Ela é constituída pelo presidente, o vice-presidente e outros quatro integrantes. Eles são nomeados para um mandato único de no máximo oito anos. E – para garantir a independência do BCE – não podem ser demitidos durante esse período.

Política monetária

A política monetária do BCE deve garantir a estabilidade da moeda, um crescimento duradouro e a alta geração de empregos nos países-membros. Com o fim das moedas nacionais, os empresários – e sobretudo os exportadores – têm bases mais confiáveis de planejamento, sem os riscos e gastos da conversão de moeda. Desaparecendo o câmbio, também os turistas poupam o dinheiro das taxas sobre a operação na zona do euro.

Deutschland EU Euro EZB Zinsen Jean-Cleade Trichet

O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet

Os instrumentos de política monetária do euro correspondem, basicamente, aos mesmos utilizados anteriormente pelo Bundesbank, o Banco Central Alemão, em relação ao marco. O controle da quantidade de dinheiro em circulação desempenha um papel importante nesse contexto, juntamente com a avaliação de outros fatores, como a inflação. Essa estratégia visa assegurar a estabilidade de preços e da moeda e, ao mesmo tempo, colocar à disposição os recursos necessários para financiar o crescimento econômico.

Para isso, o BCE lança mão sobretudo dos negócios de open market, colocando dinheiro no fluxo econômico ao comprar valores mobiliários ou, ao contrário, retirando dinheiro de circulação ao vendê-los. A fixação dos juros de redescontos para o financiamento da reserva dos institutos de crédito é outro instrumento utilizado para regular o volume de dinheiro circulante, a evolução da inflação e a estabilidade do euro.

O Bundesbank passou a integrar o chamado Sistema Europeu dos Bancos Centrais a partir de 1° de janeiro de 1999. Hoje, sua tarefa mais importante é aplicar a política monetária formulada pelo Conselho do BCE. Além disso, mantém algumas tarefas nacionais importantes: a supervisão dos bancos e das transações financeiras, a administração das reservas monetárias, que ficam nos seus cofres, além de executar a distribuição das cédulas do euro. Também continua sendo o banco do governo federal alemão.

Bancos

A atividade bancária na Alemanha é extremamente variada. Junto às caixas econômicas de direito público e bancos estaduais, existem cooperativas de crédito, instituições bancárias privadas e caixas habitacionais, entre outras.

Geldautomat

Retirada de euros em caixa automático

O sistema bancário passa por um forte processo de concentração nos últimos anos. Essa tendência torna-se ainda mais marcante entre os grandes bancos comerciais, que enfrentam a concorrência de gigantescos conglomerados estrangeiros nos negócios internacionais.

Outra forte tendência é a de redução do número de agências, conseqüência da crescente automação do setor, que investe cada vez mais em caixas automáticos, cartões de débito e home banking.

Em 2006, existiam na Alemanha 360 bancos privados, com um total de 5.476 agências de atendimento. Os maiores pela ordem do volume de negócios são o Deutsche Bank, o Commerzbank e o Dresdner Bank. Além disso, havia 12 bancos estaduais (com 508 agências), 457 caixas econômicas (com 14.213 agências) e 1.259 cooperativas de crédito (com 13.842 agências).

Entre as instituições financeiras de direito público existe ainda o Grupo KfW, que cumpre tarefas especiais. Ele concede créditos para investimentos e empréstimos a países em desenvolvimento. Além disso, o KfW participa também no financiamento das exportações alemãs e é responsável pelo chamado Seguro Hermes de Exportação, com o qual o governo federal alemão segura exportações consideradas de risco.

As atividades de todas as instituições bancárias da Alemanha estão sujeitas à supervisão do Instituto Federal de Controle do Setor Financeiro (BAFin), em Berlim. Quando um banco está em dificuldades financeiras, os fundos de indenização e os de garantia bancária do setor de crédito cobrem parcialmente os eventuais prejuízos dos clientes.

Transações financeiras

Erste Kassen ohne Kassiererin in Brandenburg

Uso de dinheiro de plástico é cada vez mais comum

Em 2006, os bancos alemães operavam 90,9 milhões de contas correntes, segundo cálculos do Banco Central Alemão. Elas são movimentadas sobretudo através de operações interbancárias (transferências), autorizações de débito automático (para contas de luz, aluguel) e de cartões eletrônicos de débito, chamados EC.

Introduzido em 1990, o sistema de pagamento eletrônico com cartão EC adquire importância cada vez maior. São raros os estabelecimentos comerciais que não aceitam os cartões de débito, que também são utilizados para o saque de valores em caixas automáticos.

A popularidade dos cartões de crédito também está crescendo na Alemanha. Em 1980, somente 580 mil pessoas possuíam cartão de crédito. Em 2005, já havia 22,1 milhões de cartões de crédito em uso no país. Quase a metade desse mercado era dominado pela Mastercard (48,9%), seguida pelos cartões Visa (43,2%), American Express (7,2%) e Diners (0,7%).

Mercado de capitais

Frankfurter Wertpapierbörse

Bolsa de Valores de Frankfurt

O comércio de títulos é realizado de maneira descentralizada no mercado secundário, através de oito bolsas de valores (Frankfurt, Berlim, Düsseldorf, Hamburgo, Hannover, Munique e Stuttgart) e do sistema eletrônico Xetra.

A maior parte dos negócios com ações na Alemanha é realizado, porém, na Bolsa de Valores de Frankfurt, cujo índice principal (DAX) reflete as 30 principais ações cotadas no país. Além desse índice, existem ainda o DAX 100, o MDAX e o TecDAX (ações de empresas de tecnologia).

O DAX – abreviatura de Deutscher Aktienindex – foi introduzido em 30 de dezembro de 1987. Ele é um índice de performance, que leva em conta a avaliação dos dividendos pagos e as transformações de capital básico das empresas. É também um índice de tempo real, calculado com base nas cotações do sistema eletrônico Xetra.

Uma parcela considerável do comércio de títulos é realizada fora das bolsas, através do comércio telefônico e também, de maneira crescente, através dos sistemas eletrônicos de comercialização fora do pregão das bolsas e via internet.

Atualizado em julho de 2008

Leia mais

Links externos

Publicidade