O mito da vacina com chip magnético | DW Brasil | Notícias e análises do Brasil e do mundo | DW | 22.06.2021

Conheça a nova DW

Dê uma olhada exclusiva na versão beta da nova DW. Sua opinião nos ajudará a torná-la ainda melhor.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

NOTÍCIAS

O mito da vacina com chip magnético

Fake news de que a vacina contra covid-19 conteria chip magnético viralizaram em redes sociais como TikTok e em grupos de WhatsApp. Especialistas afirmam que desinformação contribui para movimento antivacinas.

Assistir ao vídeo 01:52

Usuários da rede social TikTok estão colando ímãs em seus braços no local onde dizem ter recebido a vacina contra a covid-19 e afirmam que os imunizantes deixaram seus braços magnéticos. Alguns parecem genuinamente surpresos, outros dizem que é uma prova de que as vacinas contêm chip magnético. Mas as vacinas podem realmente tornar seu braço magnético?

"Existe material de mRNA [nas vacinas], que são todas macromoléculas que correspondem a proteínas. Metais não estão presentes ali em nenhuma forma", afirma a bióloga molecular Marie-Theres Gansauge. E questiona: "Que tipo de pequena partícula poderia haver nas vacinas com poder magnético suficientemente forte para passar através da pele e do tecido muscular para segurar quaisquer objetos no braço ou no local da injeção? Portanto, isso não é fisicamente possível".

Apesar de seu conteúdo mentiroso, alguns dos vídeos se tornaram virais, e as redes sociais estão tentando removê-los. Mas os vídeos ainda se propagam por meio de apps de mensagens e reaparecem em contas antivacinas nas redes sociais. Alguns usuários, porém, fizeram seus próprios vídeos para desmascarar o mito.

"Uau, ele cola! Uau, ele cola! Isso porque tem um adesivo atrás dele", conta uma usuária da rede social. "Se você estiver suado ou limpar essa área com uma toalha úmida, veja isso, ele vai grudar em qualquer lugar", afirma outra.

Christina Dunham, enfermeira e usuária do TikTok, afirma que a desinformação como essa está contribuindo para o movimento antivacinas. "Algumas pessoas hesitantes em se vacinar veem isso e podem não querer tomá-las. Espero que as pessoas sejam espertas o suficiente para perceber como é fácil falsificar esses vídeos e você não deve acreditar em tudo o que vê ou lê na internet", conclui.