O Brasil na imprensa alemã (28/04) | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 28.04.2021

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Brasil

O Brasil na imprensa alemã (28/04)

Noticiário alemão destaca a incredulidade diante das promessas de Bolsonaro e Salles durante a cúpula do clima e a inação do governo brasileiro frente ao agravamento da pandemia de coronavírus.

Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e presidente Jair Bolsonaro

Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e presidente Jair Bolsonaro

Tagesschau.de – Floresta no Brasil: menos desmatamento em troca de bilhões (22/04)

Mais desmatamento, mais pastagens, menos selva: o governo brasileiro até agora tem sido favorável a esse curso. Pouco antes da conferência do clima, apresentou um plano para proteger a Amazônia. Ambientalistas alertam contra ingenuidade.

Em condições normais, a proposta do ministro do Meio Ambiente do Brasil, Ricardo Salles, teria tido uma resposta positiva. Mas não tem sido um período normal no Brasil desde que Salles assumiu o cargo. Assim, a proposta feita antes da conferência do clima iniciada pelos Estados Unidos recebeu críticas particularmente ferozes.

(…)

O governo Bolsonaro sempre clamou abertamente pela exploração da floresta e fez de tudo para que isso se tornasse realidade o mais rápido possível. Porque os desmatadores e os garimpeiros são grupos importantes entre eleitores do extremista de direita Bolsonaro. Por exemplo, ele levou uma proposta legislativa ao Congresso que permitiria atividades econômicas em áreas indígenas protegidas, embora a Constituição claramente proíba isso. Além disso, o presidente e seu ministro do Meio Ambiente querem que os garimpos ilegais sejam legalizados retroativamente nos próximos meses. A posição do governo brasileiro fica mais evidente no exemplo do órgão ambiental Ibama. Seu chefe foi substituído por um aliado de Bolsonaro e depois os fundos da unidade especial que realiza operações contra garimpeiros foram drasticamente cortados.

Frankfurter Allgemeine Zeitung – Herói de desmatadores e garimpeiros (23/04)

O desmatamento, a maior fonte de emissões do Brasil, aumentou rapidamente sob Bolsonaro. Entre agosto de 2019 e julho de 2020, a área florestal encolheu em mais de 11 mil quilômetros quadrados, a maior alta dos últimos 12 anos. Cortes no orçamento das instituições ambientais têm dificultado o combate às atividades ilegais.

Até agora, Bolsonaro não se distinguiu exatamente como ambientalista. Desmatadores ilegais e garimpeiros o celebram como um herói. No governo de Bolsonaro, o Brasil perdeu seu importante papel no debate climático. Fala por si mesmo o fato de que Bolsonaro só teve a palavra na cúpula do clima virtual após 20 outros chefes de Estado.

(...)

Jair Bolsonaro assumiu tons incomuns na cúpula do clima. O Brasil seria a "vanguarda no combate às mudanças climáticas". Mas as palavras do presidente contradizem suas ações.

Face à política ambiental do governo brasileiro até o momento, os compromissos assumidos por Bolsonaro são surpreendentes para muitos observadores. Embora as organizações ambientais continuem desconfiadas, pelo menos a Casa Branca está satisfeita, embora com reservas. O possível "retorno" do Brasil ao debate sobre o clima era uma das esperanças de Joe Biden.

Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA disse que o tom positivo e construtivo de Bolsonaro foi bem recebido. No entanto, a credibilidade deve primeiro ser confirmada através de planos e resultados sólidos. Washington já havia deixado claro antes da cúpula o que isso significa: já neste ano é esperado do Brasil resultados visíveis na redução do desmatamento.

Deutschlandfunk Kultur – Vacina em Cuba, teimosia no Brasil (27/04)

O mundo agora tem medo do Brasil. A mutante do coronavírus está se espalhando rapidamente na região, e o governo não está intervindo. Já Cuba desenvolveu e comemora sua vacina Soberana 02. Fala-se de um, do outro não.

(...)

O mundo tem medo do Brasil, especialmente porque o presidente Jair Bolsonaro é um dos poucos chefes de governo que continua a negar ou minimizar o vírus. Ele encomendou muito pouca vacina e até recusou ofertas de empresas farmacêuticas como a Pfizer.

"Eu não vou tomar a vacina. Alguns falam que estou dando um péssimo exemplo. O idiota que está dizendo isso: eu já tive o vírus. Eu já tenho anticorpos, então para que tomar a vacina? E eu também gostaria de deixar bem claro aqui: se você virar jacaré é problema de você!"

O "mau exemplo" de Bolsonaro está agora sob considerável pressão política. O populista de direita ainda tem muitos apoiadores, mas sua política errante para o coronavírus traz muitos pontos a seu adversário mais feroz, o governador de São Paulo, João Doria.
 

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