O Brasil na imprensa alemã (20/11) | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 20.11.2019
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Brasil

O Brasil na imprensa alemã (20/11)

Os novos números do Inpe sobre o desmatamento na Amazônia, a saída de Bolsonaro do PSL e a aproximação do governo brasileiro com a China estão entre os destaques da última semana nos jornais da Alemanha.

Xi Jinping und Jair Bolsonaro in Brasilia (picture-alliance/P. Xinglei)

O presidente da China, Xi Jinping, e Jair Bolsonaro em Brasília

Der Tagesspiegel - Desmatamento na Amazônia atinge nível recorde (19/11)

O desmatamento da Floresta Amazônica brasileira está no seu nível mais alto em dez anos. De agosto de 2018 a julho de 2019, a estimativa é que foram desmatados 9.762 quilômetros quadrados de floresta, afirmou na segunda-feira o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O aumento, segundo o instituto, é de quase 30% em relação ao ano anterior, um dos crescimentos mais significativos desde que as medições começaram, 30 anos atrás.

(…)

Os números confirmam os temores dos ambientalistas. Desde a posse do presidente de extrema direita Jair Bolsonaro no início deste ano, a destruição da floresta tropical aumentou drasticamente. Bolsonaro anunciou na época a liberação de áreas protegidas na Amazônia para exploração econômica. Ele promoveu esvaziamento e corte de verbas de entidades de proteção ao meio ambiente e à população indígena. Também demitiu cientistas críticos de órgãos estatais.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, relativizou os números durante a apresentação do relatório. O desmatamento vem aumentando desde 2012, de acordo com ele, segundo reportagem do jornal O Globo. Ele também anunciou medidas contra o desmatamento ilegal, afirmando, entretanto, que grande parte do problema vem de governos anteriores.

Neues Deutschland – Bolsonaro a caminho de seu décimo partido, 14/11

Antes da entrada de Bolsonaro, o PSL era amplamente desconhecido e tinha apenas um deputado na Câmara, hoje o partido chega a 53. E politicamente? O PSL tinha um perfil neoliberal, não de extrema direita. Com Bolsonaro, entraram no partido vários extremistas de direita que já haviam feito anteriormente um nome na polícia, nas Forças Armadas ou no Youtube – mas não trouxeram experiência alguma ao partido.

"Bolsonaro também sempre foi um outsider e tem pouca experiência no trabalho partidário", diz Luis Felipe Miguel, professor de ciência política da Universidade de Brasília (UnB). Isso, segundo ele, levou a tensões. No entanto, os conflitos não são considerados como de natureza política, mas se devem a disputas por cargos e influência. "O outro lado é tão fascista quanto Bolsonaro."

De qualquer maneira, a ligação de Bolsonaro com o PSL era um casamento de conveniência. Para Bolsonaro, que antes de ser presidente trabalhou 28 anos como membro do baixo clero do Congresso, o PSL é o nono partido. "Bolsonaro se sentiu mais comprometido com os militares e partes da burguesia do que com um partido", diz Miguel. Confiança de verdade, o ex-paraquedista só tem por seus três filhos – Flávio, Eduardo e Carlos –, que não ficam em nada atrás de seu pai em termos de ódio e radicalismo. Não são poucos os que chamam os quatro de "clã Bolsonaro".

Frankfurter Allgemeine Zeitung – Líderes poderosos se distanciam do protecionismo de Trump (16/11)

O claro compromisso conjunto dos Estados dos Brics pelo fortalecimento do multilateralismo mostra, em particular, uma mudança de atitude do chefe de Estado brasileiro, Jair Bolsonaro, que no início de seu mandato aderiu à linha de seu colega americano Trump. Ao mesmo tempo, Bolsonaro mudou de atitude em relação à China. Enquanto na campanha eleitoral Bolsonaro alertava para o perigo de uma venda do país aos chineses, nos últimos meses o brasileiro promoveu uma associação cada vez mais estreita com o país asiático que, com parcela de 27% do total das exportações brasileiras, é de longe o comprador mais importante do país.

O ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes, chegou mesmo a falar em planos para um acordo bilateral de livre comércio com a China, mas depois voltou atrás. Tal iniciativa traria explosivos adicionais ao bloco econômico sul-americano Mercosul, onde a Argentina deve passar a apoiar um curso menos orientado ao livre comércio após a vitória eleitoral da oposição no país.

MD/ots

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