O Brasil na imprensa alemã (04/03) | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 04.03.2020

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Brasil

O Brasil na imprensa alemã (04/03)

Mortes devido a fortes chuvas na Região Sudeste, impacto do novo coronavírus na economia brasileira e inquérito contra igreja evangélica que promete "imunização contra qualquer vírus" foram destaque na mídia da Alemanha.

Brasilien Mindestens 15 Tote bei extremen Regenfällen (AFP/G. Dionizio)

Chuvas ocasionam mais de 15 mortos e vários desparecidos na Região Sudeste

Tagesschau16 mortos após fortes chuvas e deslizamentos de terra, 04/03/2020

Chuvas fortes e deslizamentos de terra causaram graves danos no Sudeste do Brasil. Dezesseis pessoas morreram, muitas outras estão desaparecidas. Centenas de casas estão inabitáveis.

Após uma violenta tempestade na costa sudeste do Brasil, o número de mortos aumentou para 16. Muitos outros ainda estão desaparecidos. Na terça-feira, a tempestade varreu o estado de São Paulo com fortes chuvas. Segundo estimativas da Defesa Civil, 200 cidadãos não podem mais voltar para suas casas na cidade do Guarujá. Um bombeiro que atuava no trabalho de resgate no Guarujá também está entre os mortos. A cidade declarou estado de emergência.

Chuvas fortes caem regularmente há meses na Região Sudeste, causando repetidas inundações e deslizamentos de terra. Partes do Rio de Janeiro foram inundadas no domingo e na segunda-feira. Segundo os bombeiros, houve vários mortos. O prefeito do Rio de Janeiro acusou os moradores de serem responsáveis pelas enchentes, por jogarem lixo nas margens do rio.

TagesspiegelCoronavírus: polícia abre investigação por charlatanismo, 03/03/2020

O Ministério Público abriu inquérito contra uma igreja evangélica que prometia a seus fiéis uma "imunização" contra o novo coronavírus. Autoridades da igreja estão sendo investigados pela suspeita de "charlatanismo", informou a comissária Laura Lopes nesta terça-feira.

A Igreja Catedral Global do Espírito Santo, na cidade de Porto Alegre, publicou a transmissão ao vivo de um culto chamado "O poder de Deus contra o coronavírus". Numa faixa que aparece nas imagens, ela prometia aos fiéis uma "unção com óleo consagrado para imunizar contra qualquer epidemia, vírus ou doença."

Agora, deve ser esclarecido o que realmente se prometeu aos fiéis, e se foram distribuídos supostos medicamentos ou vacinas, disse Lopes. Representantes da igreja e alguns crentes foram chamados para interrogatório. No Brasil, a pena por "charlatanismo" é de um ano de prisão.

Die WeltEconomia brasileira teme gargalo na China, 03/03/2020

Há uma semana o novo coronavírus atingiu o Brasil, como primeiro país sul-americano. As empresas já estão reagindo com planos de crise, os bancos estão diminuindo suas previsões de crescimento. E os verdadeiros problemas só vão chegar em algumas semanas.

Até agora, no entanto, houve apenas dois casos confirmados de Covid-19 no Brasil As duas pessoas infectadas vieram da Itália. Trata-se de um homem de 61 anos de São Paulo, que trabalhou no Norte italiano, e um de 32 anos vindo de avião de Milão para São Paulo na última quinta-feira.

Devido ao vírus, muitas empresas precisaram mudar seu dia a dia no Brasil. A maior exportadora de aves do país, a BRF, é uma delas, tendo expandido as restrições de viagem, da China, para também Coréia do Sul, Irã e Itália. Os funcionários com viagens planejadas para esses destinos devem adiá-las.

O coronavírus também chegou à Bolsa de Valores. Na semana passada, após as férias de Carnaval, as ações da estatal petrolífera Petrobras caíram 13% – uma perda de quase 11 bilhões de dólares. As ações empresa de mineração Vale registraram uma queda de pouco menos de 12%, o equivalente a quase 7 bilhões de dólares.

Embora o primeiro caso brasileiro de Covid-19 tenha sido confirmado apenas alguns dias atrás, a economia do país sentiu a suspensão parcial da produção chinesa algumas semanas antes. Por exemplo, Motorola e Samsung tiveram que parar de fabricar telefones celulares perto de São Paulo por faltarem alguns componentes da China.

Em 2019, a China foi o maior parceiro comercial do Brasil: segundo o Ministério da Economia, as exportações para o país asiático somaram 64 bilhões dólares e as importações foram de 35 bilhões de dólares.

O coronavírus também levou instituições financeiras a reduzirem a previsão de crescimento para a economia brasileira. Na semana passada, os bancos PNB Paribas e Fator reduziram seus prognósticos de 2% para 1,5%. Mais recentemente, o Bank of America Merrill Lynch seguiu o exemplo, alterando menos significativamente sua taxa de crescimento, de 2,2% para 1,9%.

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