Novos protestos violentos em Hong Kong | Notícias internacionais e análises | DW | 13.07.2019
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Ásia

Novos protestos violentos em Hong Kong

Em cidade fronteiriça na ex-colônia britânica, manifestantes protestam contra comerciantes que compram barato em Hong Kong para revender na China continental, fazendo crescer o custo de vida para os residentes.

Multidão de manifestantes em Sheung Shui, Hong Kong

Milhares protestaram contra especulação comercial entre Hong Kong e China

Milhares de manifestantes tomaram as ruas de Hong Kong neste sábado (13/07), em protesto contra os comerciantes da China continental, em mais um episódio de insatisfação popular na ex-colônia britânica.

Cerca de 20 mil se reuniram na cidade de Sheung Shui, próxima à fronteira com a China, cujos residentes se queixam das irregularidades causadas pelos comerciantes do continente, que compram produtos em atacado no local, a fim de revendê-los a maior preço do outro lado da fronteira. Houve choques com as forças de lei, que empregaram sprays de pimenta contra os manifestantes.

Este novo protesto acontece quatro dias depois de a chefe do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam, anunciar a "morte" de um projeto de lei de extradição muito criticado, que teria permitido ao governo transferir suspeitos a jurisdições com as quais atualmente não tem acordos de extradição, incluída a China continental.

Embora Lam tenha anunciado o cancelamento do projeto de lei na terça-feira, o descontentamento popular com o governo continua alto. O protesto deste sábado faz parte de uma série de atos contra o governo planejados para as próximas duas semanas, em diferentes partes da cidade.

Durante a manifestação de Sheung Shui, os manifestantes repetiram palavras de ordem contra os compradores, que durante a última década têm cruzado a fronteira para comprar artigos do dia a dia, desde leite de fórmula para bebês até cosméticos e bombons de chocolate, para revendê-los na China.

A prática, conhecida como "comércio paralelo", permite aos comerciantes lucrarem com as diferenças de preços entre a China continental e Hong Kong, onde não se cobram impostos sobre bens e serviços. Essa especulação prejudica os locais, já que o distrito se inundou de comerciantes paralelos, e muitas antigas lojas fecharam, sendo substituídas por farmácias e lojas de cosméticos para atender aos atravessadores.

"É realmente um problema, os aluguéis subiram", queixa-se um manifestante de 74 anos. "Outros pequenos negócios e restaurantes não conseguem sobreviver. A área se transformou num mercado para os comerciantes paralelos, em vez de para os moradores."

O coordenador do protesto, Ronald Leung, disse à agência EFE que, apesar de Lam ter declarado a "morte" o projeto de lei de extradição, os cidadãos de Hong Kong seguem descontentes com o governo e continuarão saindo às ruas: "Sim, o projeto de lei agora morreu, mas as pessoas não confiam no governo e ainda há muitos problemas locais que não foram resolvidos."

Nas últimas semanas ocorreram choques violentos entre manifestantes e policiais. Em 1º de julho, 22º aniversário da devolução da antiga colônia britânica à China, ativistas, a maioria jovens e mascarados, invadiram o prédio do Parlamento, numa ação sem precedentes.

AV/efe,rtr,afp

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