Novo governo toma posse e encerra crise de 541 dias na Bélgica | Notícias internacionais e análises | DW | 06.12.2011
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Mundo

Novo governo toma posse e encerra crise de 541 dias na Bélgica

Gabinete do primeiro-ministro Elio di Rupo toma posse em Bruxelas, encerrando a mais longa negociação para a formação de um governo na história da Bélgica.

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Socialista Di Rupo é o primeiro premiê francófono desde 1974

As posses do primeiro-ministro Elio di Rupo e de sua equipe em Bruxelas, nesta terça-feira (6/12), marcam o encerramento de um período de 541 dias sem governo regular na Bélgica. O gabinete de governo é composto por 13 pessoas, representando socialistas, democrata-cristãos e liberais.

O socialista flamengo Di Rupo é o primeiro chefe de governo francófono na Bélgica desde 1974. As negociações para a formação do governo começaram logo após as eleições parlamentares um ano e meio atrás, mas não avançaram devido a divergências entre os flamengos (da região de Flandres, que falam holandês) e os valões (Valônia, que falam francês).

O novo ministro do Exterior é o liberal Didier Reynders, ex-ministro das Finanças. O democrata-cristão flamengo Steven Vanackere, até agora chefe da diplomacia, é o novo ministro das Finanças.

A maioria dos novos ministros havia participado do governo interino, comandado pelo premiê Yves Leterme. A metade da equipe de ministros é composta por representantes francófonos, do sul do país, e a outra metade, são flamengos, do norte.

Na última sexta-feira, cerca de 50 mil pessoas protestaram nas ruas em Bruxelas contra os planos de austeridade do novo governo, que pretende economizar 11,3 bilhões de euros no próximo ano.

O verdadeiro ganhador da eleição em 2010 havia sido o partido separatista Nova Aliança Flamenga, de Bart de Wever. Mas ele não faz parte do novo governo porque rejeitou qualquer proposta de consenso. Para De Wever, Di Rupo não é um chefe de governo legítimo.

Há duas semanas, a crise entre valões e flamengos para chegar a um plano de governo parecia insuperável devido a divergências sobre o orçamento do país. Por causa do bloqueio nas negociações orçamentárias, Di Rupo já havia jogado a toalha e pedira ao rei Albert 2º que o exonerasse das responsabilidades. O rei, entretanto, insistiu que ficasse.

Ao final, Di Rupo conseguiu chegar a um consenso com seus parceiros de negociação. Uma reforma do Estado regulamenta o status das comunidades flamengas com grande número de francófonos nas proximidades de Bruxelas. Além disso, fortalece a autonomia de flamengos e valões junto ao governo central.

RW/dpa/ap
Revisão: Alexandre Schossler

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