Nova Zelândia adia eleições gerais após novo surto de covid-19 | Notícias internacionais e análises | DW | 17.08.2020

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Mundo

Nova Zelândia adia eleições gerais após novo surto de covid-19

Primeira-ministra Jacinda Ardern anuncia que votação ocorrerá um mês após data original. Modelo no combate à pandemia, país enfrenta ressurgimento de casos após 102 dias sem contágios locais.

Premiê neozelandesa, Jacinda Ardern

Premiê neozelandesa, Jacinda Ardern

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, anunciou neste domingo (16/08) o adiamento por um mês das eleições gerais por causa do ressurgimento de casos de coronavírus no país. A votação, que estava agendada para 19 de setembro, será realizada em 17 de outubro.

"Esta decisão dá a todos os partidos o tempo necessário para fazer campanha durante as próximas nove semanas e dá à Comissão Eleitoral tempo suficiente para assegurar que as eleições possam ser realizadas", declarou a chefe de governo neozelandesa.

A medida foi anunciada dias depois de o país, que é tido como modelo no combate à pandemia, voltar a registrar casos de coronavírus após 102 dias sem contágios de transmissão local.

A primeira-ministra, de centro-esquerda, estava sob pressão para adiar a data das eleições, já que todos os partidos suspenderam as campanhas eleitorais devido ao regresso da pandemia de covid-19 ao país, registrado na semana passada e cuja origem permanece desconhecida.

A Nova Zelândia, que adotou um dos regimes de restrições mais rigorosos do mundo no início da pandemia, quando registrou cerca de 50 casos, suspendera as restrições em 9 de junho.

Na sexta-feira, o governo neozelandês decidiu prolongar por mais 12 dias o lockdown em Auckland, a maior cidade do país, para combater o ressurgimento da covid-19.

Jacinta Ardern ordenou o restabelecimento do confinamento na cidade após o aparecimento de novos casos contágio pela doença, quebrando uma sequência de 102 dias sem infecções domésticas identificadas no país. Considerada um exemplo pelo seu vigor em combater a pandemia, a Nova Zelândia só vinha registrando alguns poucos casos importados nos últimos meses. 

A primeira-ministra reconheceu que há uma grande ansiedade no país com o regresso da covid-19, detectada em quatro pessoas na terça-feira, em Auckland. Nesta segunda, foram confirmadas mais nove infecções por covid-19, elevando o número de casos ativos para 78.

Jacinta Ardern disse ter passado o fim de semana consultando os dirigentes dos partidos e a Comissão Eleitoral sobre a data das eleições. Segundo a primeira-ministra, o adiamento da data das eleições permitirá que todos os partidos façam uma campanha nas mesmas condições. Ela também garantiu que a nova data não será alterada, independentemente da situação. "Não tenho absolutamente nenhuma intenção de alterar isso", insistiu.

Jacinta Ardern está com taxa de popularidade de 60% nas sondagens, por sua gestão da pandemia, do atentado às mesquitas de Christchurch no ano passado e da erupção do vulcão em White Island.

O Partido Trabalhista, de Ardern, está em vantagem nas pesquisas, com condições de vencer as eleições e governar sozinho, sem precisar de ajuda dos pequenos partidos com os quais fez coligações durante a legislatura que chega ao fim.

A Nova Zelândia, com uma população de cerca de 5 milhões de habitantes, teve um total de 1.280 casos confirmados de coronavírus desde fevereiro. Antes do novo surto, o último diagnóstico de transmissão local havia sido identificado em 1° de maio. Ao todo, 22 pessoas morreram no país. A Organização Mundial da Saúde (OMS) chegou a classificar a reação do país de exemplar por "eliminar com sucesso a transmissão na população".

No início da pandemia, a Nova Zelândia fechou suas fronteiras e impôs uma quarentena estrita de um mês de duração logo após o início do primeiro surto. O primeiro caso no país foi detectado em 28 de fevereiro de 2020.

MD/lusa/afp

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