No Japão, Trump diz que ″nenhum ditador″ deve subestimar EUA | Notícias internacionais e análises | DW | 05.11.2017
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Ásia

No Japão, Trump diz que "nenhum ditador" deve subestimar EUA

Na primeira escala de sua viagem por cinco países asiáticos, presidente mantém retórica dura em relação à Coreia do Norte, com referência indireta ao líder Kim Jong-un.

Trump é saudado por militares na base aérea americana de Yokota, em Tóquio

Trump foi recebido por militares na base aérea americana de Yokota, em Tóquio

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou neste domingo (05/11) ao Japão, primeira escala de sua turnê por cinco países asiáticos em meio à crescente preocupação regional com o desenvolvimento do programa nuclear e de mísseis da Coreia do Norte.

Trump chegou à base aérea americana de Yokota, iniciando a visita de dois dias ao Japão, a primeira de sua excursão pela Ásia, que se prolongará até o dia 14. "No há lugar melhor melhor para iniciar esta viagem do que aqui, entre os militares americanos", disse Trump, durante discurso para a tropa. "Somos gratos a vocês, que defendem nosso direito de viver", acrescentou.

O presidente dos EUA também continuou sua dura retórica no conflito com a Coreia do Norte. "Nenhum ditador, nenhum regime, nenhuma nação deve subestimar a determinação dos americanos", disse. "Nós nunca cederemos, nunca hesitaremos e nunca vacilaremos em defender a nossa liberdade", acrescentou Trump, sendo aplaudido por centenas de soldados americanos e japoneses, vestidos com uniforme de camuflagem.

De lá, ele seguiu de helicóptero ao Kasumigaseki Country Clube de Saitama, clube de golfe ao norte de Tóquio. O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, o recebeu na entrada do estabelecimento, que será sede das partidas de golfe nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020, e ambos trocaram saudações em frente às câmeras antes de ter seu primeiro encontro.

Os dois líderes lancharam juntos um hambúrguer de carne americana, informou a emissora estatal japonesa NHK, que explicou que o governo japonês decidiu oferecer a Trump um menu mais de acordo com a sua cultura, após sua longa viagem para iniciar o tour pela Ásia.

Partida de golfe

Em seguida, ambos trocaram de roupa e foram para o gramado das instalações para disputar uma partida junto com o golfista japonês Hideki Matsuyama, atual número quatro do ranking mundial.

Abe voltou a recorrer assim à "diplomacia do golfe", que deu bons resultados na sua visita a Trump em Mar-a-Lago (Flórida) em fevereiro passado, e com o objetivo de consolidar sua "boa química" com Trump, segundo disseram fontes do Ministério do Exterior japonês.

Trump e premiê japonês, Shinzo Abe, durante partida de golfe

Trump e premiê japonês, Shinzo Abe: "diplomacia do golfe"

"Vou jogar com um grande golfista, um dos melhores do mundo, e provavelmente também o melhor da história do Japão", comentou Trump aos repórteres que viajaram com ele no Air Force One, antes de aterrissar em Yokota.

Trump afirmou também que Abe é um grande fã do esporte, lembrando que ambos já jogaram juntos em Palm Beach, e disse que a rodada seria "muito divertida".

Abe, por sua vez, disse que, durante os seus encontros previstos para este domingo e segunda-feira com Trump, espera "dedicar tempo ao problema da Coreia do Norte", assim como para "aprofundar os laços de amizade e construir uma relação mais forte", em declarações publicadas pela NHK.

Na segunda-feira, Trump tem agendadas uma reunião com o imperador Akihito e a imperatriz Michiko, além de um encontro com famílias de cidadãos japoneses sequestrados por agentes norte-coreanos nas décadas de 70 e 80.

Cerca de 21 mil policiais foram mobilizados para garantir a segurança dentro nos arredores da capital japonesa durante a visita de Trump.

Trump anunciou que também pretender se encontrar com o presidente russo, Vladimir Putin, durante a viagem pela Ásia. "Acho que se espera que tenhamos esse encontro", afirmou, acrescentando querer a "ajuda de Putin" no conflito com a Coreia do Norte.

A viagem de Trump à Ásia é a mais longa realizada por um presidente nos últimos 25 anos, e passa ainda por China, Coreia do Sul, Vietnã e Filipinas. Em Pequim, Trump quer se encontrar com o presidente chinês, Xi Jinping, que ganhou ainda mais poder depois de assegurar um segundo mandato.

MD/efe/dpa/afp/rtr

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