Nicarágua reelege Ortega para terceiro mandato consecutivo | Notícias sobre a América Latina e as relações bilaterais | DW | 07.11.2016
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América Latina

Nicarágua reelege Ortega para terceiro mandato consecutivo

Sob críticas, líder sandinista leva mais de 70% dos votos. Sua esposa, Rosa Murillo, é vice. Em segundo aparece Maximino Rodríguez, de centro-direita, com 14,2%. Oposição critica nepotismo e chama votação de farsa.

Milhares de simpatizantes do partido Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) foram às ruas de Manágua no domingo para celebrar a reeleição do presidente Daniel Ortega. Em apurações oficiais divulgadas nesta segunda-feira, o líder socialista aparece com 72,1% dos votos.

O resultado preliminar foi colocado em cheque por líderes da oposição, que estimam um comparecimento às urnas inferior a 30%. O governo rebate com uma cifra de pelo menos 65,3% dos convocados.

O ex-guerrilheiro de 70 anos se firma no cargo para um terceiro mandato consecutivo – o quarto desde 2006. Seu principal adversário, Maximino Rodríguez, da aliança de centro-direita Partido Liberal Constitucionalista (PLC),ficou em segundo lugar com 14,2% dos votos.

Em terceiro lugar aparece o criador de gado José do Carmen Alvarado, do Partido Liberal Independiente (PLI), com cerca de 5% dos votos, seguido pelo pastor evangélico Saturnino Cerrato, com 4,1%, da Aliança Liberal Nicaraguense (ALN), e o advogado Erick Cabezas, do Partido Conservador (PC), com 2,6% dos votos. O último lugar ficou para Carlos Canales, da Aliança pela República (Apre), com 1,1%.

Os números indicam que a maioria dos eleitores preferiu ignorar as críticas de que Ortega pretende implantar uma ditadura dinástica no país. O líder sandinista tem apontado familiares para funções importantes do governo, entre eles sua esposa, Rosario Murillo, que deverá ocupar o cargo de vice-presidente. Seu partido também tem sido criticado por impôr mudanças constitucionais que extinguiram o limite de mandatos presidenciais em 2014.

Cerca de 4,34 milhões de nicaraguenses foram convocados neste domingo para escolher um presidente, um vice-presidente, 90 deputados da Assembleia Nacional e 20 representantes do Parlamento Centro-Americano.

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