Neonazistas são condenados por formação de ″organização terrorista″ | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 24.03.2020
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Alemanha

Neonazistas são condenados por formação de "organização terrorista"

Os oito neonazistas formaram em 2018 um grupo chamado Revolution Chemnitz com o objetivo de incitar "guerra civil" em Berlim. Manifesto do grupo pedia ação violenta contra "esquerdistas" e a "mídia".

Beginn Prozess Revolution Chemnitz (picture-alliance/dpa/S. Kahnert)

Julgamento dos membros do Revolution Chemnitz, em Dresden

Oito membros do grupo neonazista Revolution Chemnitz foram condenados a penas que chegam até cinco anos e meio de prisão nesta terça-feira (24/03). Eles planejavam atiçar uma revolta com características de guerra civil em Berlim. Em seu veredicto, o Tribunal Superior de Dresden concordou com a promotoria que o agrupamento constituía uma organização terrorista.

O líder, Christian K., recebeu a pena mais longa, de cinco anos e seis meses, por fundar e ser membro de uma associação terrorista. Os demais réus foram sentenciados a dois anos e três meses por pertencer ao Revolution Chemnitz. Cinco deles também foram também condenados por perturbação grave da ordem pública, e um outro por agressão grave.

Os homens entre 22 e 32 anos de idade presumivelmente lideravam a cena dos skinheads, hooligans e neonazistas de Chemnitz, e formaram a organização em setembro de 2018, em seguida aos protestos anti-imigrantes naquela cidade do Leste da Alemanha.

Segundo os acusadores, Christian K. convidou os outros sete num chat de internet, onde postou um documento contendo suas metas para o grupo, esboçando um apelo à ação violenta contra "esquerdistas, parasitas, zumbis de [chefe de governo alemã, Angela] Merkel, ditadores da mídia e seus escravos".

Nenhum dos oito extremistas de direita objetou-se aos planos, que incluíam orquestrar uma quase guerra civil em 2 de outubro de 2018. Eles foram presos pela polícia durante um assim chamado "ensaio", em meados de setembro, quando atacaram refugiados e um grupo de jovens, espancando um deles.

Os promotores basearam suas acusações, em parte, em registros de chat encontrados nos telefones celulares dos réus. O julgamento transcorreu apesar da pandemia de covid-19, pois qualquer interrupção das audiências superior a dez dias implicaria recomeçar do início o processo.

AV/epd/dpa

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