Natalidade na China é menor em 70 anos e preocupa a economia | Notícias internacionais e análises | DW | 17.01.2020
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Mundo

Natalidade na China é menor em 70 anos e preocupa a economia

Índice de nascimentos é o mais baixo desde a fundação do regime comunista, em 1949, com 10,48 nascimentos para cada mil habitantes, e pode acarretar redução da força de trabalho. População atinge a marca de 1,4 bilhão.

Homem asiático com menina e bebê

Poucas famílias chinesas querem mais de um filho, devido aos altos custos com educação, saúde e despesas domésticas

A taxa de natalidade chinesa caiu em 2019 para o nível mais baixo desde a fundação da República Popular da China em 1949, elevando as preocupações quanto a possíveis impactos que o envelhecimento da sociedade e a redução da força de trabalho possam ter sobre a economia do país.

Segundo dados do Departamento Nacional de Estatística do país, divulgados nesta sexta-feira (17/01), o índice de natalidade de 2019 foi de 10,48 nascimentos para cada mil pessoas, o mais baixo em mais de 70 anos. Em números reais, foram 14,6 milhões de nascimentos, em torno de 580 mil a menos do que em 2018.

Para evitar uma crise demográfica, o país mais populoso do mundo relaxou a "política de filho único" em 2016, permitindo que os casais tivessem até dois filhos, mas a medida não resultou num aumento no número de gestações.

A "política de filho único", iniciada em 1980, fez parte dos esforços de controle populacional do regime comunista. Mesmo com o fim da medida, muitos casais preferem ter apenas um filho, devido aos altos custos dos sistemas de educação e saúde do país, assim como das despesas domésticas.

O índice de natalidade caiu pelo terceiro ano consecutivo. Ao mesmo tempo, o número de divorciados no país atinge nível recorde. Nos primeiros nove meses de 2019, cerca de 1,3 milhão de casais entraram com pedidos de divórcio, enquanto 7,1 milhões que se casaram no mesmo período, segundo dados do Ministério de Assuntos Civis.

O envelhecimento acelerado da população cria maiores desafios ao governo chinês, que promete garantir o acesso ao sistema de saúde e os pagamentos das aposentadorias quando a economia do país registra a maior desaceleração dos últimos 30 anos. A população da China no fim de 2019 era de 1,4 bilhão, contra 1,39 bilhão no ano anterior.

RC/afp/dpa/rtr

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