Nas Nações Unidas, Obama defende saída diplomática para Síria e Irã | Notícias internacionais e análises | DW | 24.09.2013
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Mundo

Nas Nações Unidas, Obama defende saída diplomática para Síria e Irã

Na Assembleia Geral, presidente americano indica que momento é favorável à diplomacia para a questão nuclear iraniana e para a guerra civil síria, mas pede que palavras sejam transformadas em atos e cobra auxílio da ONU.

Barack Obama discursa na Assembleia Geral das Nações em Nova York

Barack Obama discursa na Assembleia Geral das Nações em Nova York

Em discurso na Assembleia Geral da ONU nesta terça-feira (24/09), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, desafiou as Nações Unidas a reponderem de forma mais ativa à questão síria e anunciou que vai usar o tempo que lhe resta na Casa Branca para melhorar as relações com o Irã.

Obama confirmou que designou seu secretário de Estado, John Kerry, para que conduza as novas conversas com Teerã. Na próxima quinta-feira, o chefe da diplomacia americana se encontrará com o chanceler iraniano, Mohammad Javad Zarif, no que será a reunião de mais alto nível entre representantes dos dois países desde 1979, ano da Revolução Islâmica.

"Os obstáculos podem se provar grandes, mas eu acredito firmemente que o caminho diplomático deve ser testado", disse Obama. "E as palavras conciliatórias devem ser acompanhadas de ações que sejam transparentes e verificáveis."

Desde que chegou ao poder, em agosto passado, o presidente iraniano, Hasan Rowhani, vem tentando deixar de lado a retórica de confronto de seu antecessor, Mahmoud Ahmadinejad, e acenou com um possível diálogo com Washington para pôr fim ao impasse sobre o programa nuclear. Entre os motivos estaria a necessidade de levantar as sanções ocidentais que sufocam a economia do Irã.

"Perigo é EUA se afastarem"

No discurso, Obama também exortou o Conselho de Segurança da ONU a aprovar uma resolução que garanta que a Síria mantenha seus compromissos sobre a entrega das armas químicas. Ele disse que os EUA vão fornecer ajuda humanitária adicional de 340 milhões de dólares ao país.

"Nas últimas semanas, EUA, seus aliados e a Rússia fizeram um acordo. O governo sírio deu um primeiro passo", assinalou Obama. "E agora é preciso uma resolução forte do Conselho de Segurança para verificar se a Síria vai cumprir. Caso o país não cumpra, deverá haver consequências."

O presidente americano destacou também a política externa de Washington para o Oriente Médio e deixou claro que os EUA vão tomar uma ação direta para eliminar as ameaças quando necessário – usando, inclusive, a força militar quando a diplomacia falhar.

"O perigo para o mundo não é os EUA não se envolverem em outros assuntos. O perigo é que os EUA se afastem, criando um vácuo que nenhum outro país é capaz de preencher", afirmou.

RPR/ afp/ rtr/ ap

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