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Pessoas levantam cartazes durante protesto
"Parem a vacinação de crianças contra o coronavírus", diz cartaz em protesto de céticos da vacinaFoto: Bernd von Jutrczenka/dpa/picture alliance

Na Alemanha, 65% dos não vacinados não planejam se imunizar

Elizabeth Schumacher
29 de outubro de 2021

Nova alta de pacientes de covid-19 nos hospitais e restrições em restaurantes e cinemas não convencem os céticos da vacina a mudar de atitude. Menos de 70% dos alemães estão completamente imunizados no país.

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Na maioria das cidades alemãs, é preciso ser vacinado ou ter se recuperado recentemente da covid-19 para desfrutar de atividades internas, como comer em um restaurante ou ir ao cinema. No entanto, a maioria dos adultos não vacinados ainda prefere abrir mão do imunizante, de acordo com uma nova pesquisa.

Sondagem realizada pelo instituto Forsa para o Ministério da Saúde alemão concluiu que 65% dos não vacinados não pretendem receber sua vacina contra o coronavírus nos próximos dois meses. Outros 23% afirmaram que "provavelmente não" o farão. Apenas 2% disseram que planejam tomar a vacina, mas ainda não conseguiram.

A enquete também revelou que os hospitais alemães – cada vez mais sobrecarregados pelos casos que voltaram a subir – têm pouca preocupação em relação aos não vacinados, apesar do fato de eles representarem a maioria dos pacientes em unidades de terapia intensiva.

Cerca de 89% dos entrevistados disseram que as notícias recentes de que os hospitais alemães estão atingindo uma quantidade de pacientes não vista desde janeiro de 2021, auge da pandemia, não teriam qualquer efeito em sua tomada de decisão.

O mesmo número de pessoas disse acreditar que a mídia está reportando "unilateralmente" a respeito da pandemia.

Razões da recusa

Algumas das razões citadas incluem a sensação de estar sendo coagido ou uma percepção de falta de clareza sobre se as vacinas são seguras para pessoas que estão grávidas ou tentando engravidar.

A maior preocupação entre os não vacinados, representando 34% das razões citadas, é o que os entrevistados chamavam de falta de estudos de "longo prazo" sobre os possíveis efeitos colaterais.

Centenas de milhões de doses já foram administradas com segurança em todo o mundo nos últimos 18 meses. No entanto, a Alemanha ainda tem uma das taxas de vacinação mais baixas da Europa, de acordo com um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Oxford.

Dados do Instituto Robert Koch (RKI), a agência de controle prevenção de doenças do país, mostram que 66,5% dos alemães estão totalmente vacinados, contra 88% em Portugal e 81% na Espanha

Os números da pandemia de coronavírus voltam a subir na Alemanha e as autoridades começam a ser pressionadas para a adoção de medidas de proteção mais fortes novamente. O ministro alemão da Saúde, Jens Spahn, continuou a campanha por vacinações de reforço em uma frente mais ampla e incentivou convites direcionados a todas as pessoas com 60 anos ou mais.

O número de novas infecções relatadas por 100 mil habitantes em sete dias subiu, de acordo com o RKI, de 130,2 na quinta-feira para 139,2 nesta sexta-feira (29/20). Há uma semana, essa cifra era de 95,1.