Mulheres ganham em média 79% do salário masculino na Alemanha | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 07.03.2002
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Economia

Mulheres ganham em média 79% do salário masculino na Alemanha

Apesar de décadas de emancipação, conquistas trabalhistas e feministas, as mulheres continuam ganhando menos do que os homens. Na Alemanha 58% das mulheres exercem uma atividade remunerada.

Mulheres continuam exercendo profissões de menor remuneração

Mulheres continuam exercendo profissões de menor remuneração

Mais da metade das mulheres na Alemanha exercem uma profissão. Segundo divulgou o Departamento Federal de Estatísticas, por ocasião do Dia Internacional da Mulher, na sexta-feira (08), 58% das mulheres entre 15 e 65 anos trabalham. A taxa de emprego feminino aumentou apenas 1% na última década.

As diferenças entre elas - Há diferenças conforme o estado civil e a idade das crianças. Desde 1991, aumentou para 63% (+5%) o índice das casadas que trabalham e têm filhos menores de 18 anos. Aumentou principalmente a proporção de mulheres que voltam a trabalhar quando os filhos chegam à adolescência. Já entre as solteiras com crianças, especialmente as que têm filhos menores de seis anos, deu-se o contrário: diminuiu o índice de ocupação de 65%, em 1991, para 53% em 2000.

As diferenças entre eles e elas - As alemãs e estrangeiras que trabalham na Alemanha continuam ganhando menos do que os homens, apesar da emancipação, das conquistas femininas e da lenta equiparação de salários que teve início no final da década de 50. Em outubro do ano passado, as mulheres que trabalhavam na indústria, em bancos, no comércio e setor de seguros atingiam, em média, 79% da renda dos homens.

Enquanto um trabalhador ou contratado do sexo masculino ganhou em média 2.904 euros nesses ramos da economia, a mulher não passou de 2.294 euros (salário bruto). As razões são que elas estão mais representadas em profissões de menor remuneração ou que preferem, muitas vezes, trabalhar meio-expediente.

Progressos a longo prazo - Numa comparação a longo prazo, porém, nota-se que a equiparação salarial fez avanços. Em 1957, as operárias ganhavam 57,3% do salário masculino na indústria e as mulheres contratadas no setor privado 55,3% do que recebiam seus colegas do sexo masculino. Nos 44 anos desde então até 2001, a relação alterou-se para 73,6% e 70,8%, respetivamente.

Também é digno de nota o diferente contingente de mulheres por ramo da economia. Sua presença é bem maior no comércio varejista (cerca de 60%), setor em que os salários costumam ser baixos. Na indústria, pelo contrário, elas perfazem apenas 18% do quadro de operários e funcionários. Sua presença, porém, é maior nas indústrias de baixa remuneração, como é o caso das indústrias têxtil, de confecções e artigos de couro.