Mortos em protestos na fronteira Israel-Faixa de Gaza | Notícias internacionais e análises | DW | 30.03.2018
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Mundo

Mortos em protestos na fronteira Israel-Faixa de Gaza

Confrontos já deixaram pelo menos 15 mortos. Manifestações organizadas pelo grupo Hamas marcam início de uma jornada prevista para durar seis semanas.

Gazastreifen Marsch der Rückkehr (Getty Images/AFP/M. Abed)

Pelstino ferido é carregado após choques entre manifestantes e tropas israelenses.

Milhares de palestinos, incluindo mulheres e crianças, participam nesta sexta-feira (30/03) de protestos em diferentes pontos da fronteira  entre a Faixa de Gaza e Israel. Foram registrados confrontos entre manifestantes e tropas israelenses. Segundo autoridades de saúde palestinas, pelo menos 15 manifestantes morreram e mais de 500 ficaram feridos. 

Horas antes do início das manifestações, militares já haviam disparado contra dois palestinos que se aproximaram da cerca que divide os territórios. Um deles foi morto.

Segundo o governo israelense, choques estão ocorrendo sem seis diferentes pontos da fronteira. Veículos de imprensa palestinos apontam que os protestos reúnem pelo menos 20 mil pessoas.

O Exército israelense afirmou que palestinos atiraram pedras contra militares e tentaram danificar a cerca que divide os territórios. "As tropas estão respondendo com métodos de dispersão e atirando contra os principais instigadores”, apontou o Exército em comunicado. 

Mais cedo, tropas israelenses dispararam contra dois homens que se aproximaram da cerca. Um dos homens, identificado como Omar Samur, de 27 anos, morreu.   "Dois suspeitos se aproximaram da cerca de separação durante a madrugada no sul da Faixa de Gaza em atitude suspeita. Como resposta um tanque do Exército disparou contra eles", disse um porta-voz do Exército israelense.

A série de manifestações foi convocada pelo grupo terrorista palestino Hamas e marca o início de uma jornada de protestos prevista para durar seis semanas, batizada como "A Grande Marcha do Retorno”. O objetivo é demonstrar repúdio contra a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel.

A data escolhida também é simbólica, já que marca o chamado "Dia da Terra”, que celebra todo 30 de março a memória de seis árabes israelenses que foram mortos em 1976 durante um protesto contra o confisco de terras.

A previsão  é que os protestos se estendam até 15 de maio, outra data simbólica, chamada pelos palestinos de Nakba, ou "catástrofe”, que marca a lembrança do deslocamento de centenas de milhares de palestinos do atual território israelense após a criação do Estado judeu em 1948. 

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JPS/dpa/efe

 

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