Morre na Espanha a pessoa mais idosa da Europa | Novidades da ciência para melhorar a qualidade de vida | DW | 16.12.2017
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Longevidade

Morre na Espanha a pessoa mais idosa da Europa

Graças à melhor higiene e tratamentos médicos, os seres humanos – e em especial as mulheres – vivem cada vez mais. O título de europeia mais longeva cabia a uma andaluza, mas agora retorna à Itália.

Ana Vela Rubio festeja seu 110º aniversário

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A espanhola Ana Vela Rubio morreu nesta sexta-feira (15/12) aos 116 anos, num lar para idosos em Barcelona. Segundo a organização internacional Gerontology Research Group (GRG), além de habitante da Europa de idade mais avançada, ela era a terceira pessoa mais longeva do mundo. A lista global é encabeçada pela japonesa Nabi Tajima, nascida em 4 de agosto de 1900.

Segundo o jornal El País, ex-costureira Ana Vela Rubio nasceu em 29 de outubro de 1901 em Córdoba, na região de Andaluzia, sul da Espanha, mudando-se já na década de 40 para a Catalunha.

Durante toda a vida a supercentenária praticamente não apresentou problemas de saúde, até que aos 109 anos sofreu uma fratura do fêmur, tendo que ser operada. A partir daí, seu estado físico piorou. "Ela adormeceu em paz em sua cama, sem sofrer", relataram os responsáveis pelo lar para idosos. Há quatro meses sua filha de 90 anos mora na mesma instituição.

Tendência: cada vez mais supercentenários

Em abril último, com a morte de Emma Morano na Itália, desapareceu a última supercentenária ainda nascida no século 19. Desde maio de 2016 ela constava do Livro Guinness dos Recordes como ser humano mais longevo do mundo. Com a morte de Ana Vela Rubio, o título de europeu mais idoso volta a caber a uma italiana: Giuseppina Projetto, de 115 anos.

A francesa Jeanne Louise Calment morreu em 1997, após alcançar a idade mais avançada de que se tem notícia: 122 anos e 164 dias. Desde então, ninguém mais viveu tanto, mas, segundo o pesquisador israelense Chaim Cohen, no futuro os seres humanos deverão chegar até os 140 anos.

O especialista em biologia molecular do envelhecimento da Universidade Bar Ilan lembra que no último século, graças à melhor higiene, medicamentos e vacinas, a expectativa de vida humana média cresceu significativamente. "Enquanto antes 70% das pessoas morriam devido a infecções, hoje 70% morrem de doenças geriátricas", explica Cohen.

AV/dpa/ots

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