Moro aceita mais uma denúncia contra Lula | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 19.12.2016
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Brasil

Moro aceita mais uma denúncia contra Lula

Com decisão do juiz, ex-presidente se torna réu em cinco ações penais, três delas pela Lava Jato. Petista é acusado de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro relacionados à Odebrecht.

O juiz federal Sérgio Moro aceitou nesta segunda-feira (19/12) mais uma denúncia da força-tarefa da Operação Lava Jato, apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O petista passa a ser réu em cinco ações penais – três delas no âmbito da Lava Jato.

Na denúncia acatada por Moro, Lula é acusado de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro relacionados à construtora Odebrecht. Outras oito pessoas também foram denunciadas, entre elas o advogado de Lula, Roberto Teixeira, a ex-primeira-dama Marisa Letícia e Marcelo Odebrecht, ex-presidente do grupo Odebrecht.

De acordo com a denúncia, Lula participou de um esquema para desviar de 2% a 3% dos valores de contratos assinados entre a Odebrecht e a Petrobras. Lula teria liderado o esquema de pagamento de propinas que envolvia a construtora em oito contratos com a estatal. A cifra total dos desvios ultrapassaria 75 milhões de reais.

Os investigadores afirmam que uma das formas de o ex-presidente receber a propina se deu por meio da compra e manutenção da sede do Instituto Lula, em São Paulo, pela Construtora Norberto Odebrecht. O negócio de mais de 12 milhões de reais teria sido fechado com a intermediação do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, também denunciado.

A denúncia afirma ainda que uma cobertura vizinha à que Lula mora em São Bernardo do Campo foi comprada pela Odebrecht por 504 mil reais e dada ao ex-presidente. Glaucos da Costamarques – parente de José Carlos Bumlai, pecuarista e amigo de Lula – teria atuado como laranja. Costamarques também foi denunciado.

Lula afirma que pagou os aluguéis do apartamento, embora segundo Moro "não há prova documental do pagamento de aluguéis entre 2011 a 2015".

Quando o MPF apresentou a denúncia na semana passada, o Instituto Lula afirmou em nota que se trata de uma repetição das "maluquices da coletiva do Power Point" – referindo-se a uma apresentação de setembro na qual o procurador Deltan Dallagnol acusou o ex-presidente de chefiar o esquema de corrupção na Petrobras. O instituto também afirmou que nunca teve outra sede além do sobrado onde funciona até hoje, adquirido em 1990.

Lula já responde a três ações penais na Justiça Federal em Brasília: uma pela suposta participação na compra do silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró; outra na Operação Zelotes pelos crimes de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa; e uma terceira por supostos desvios no BNDES. No quarto processo, que tramita sob a condução de Moro, o ex-presidente é acusado de receber 3,7 milhões de reais da Odebrecht.

LPF/abr/ots

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