Ministro diz que chacina de Roraima não foi retaliação | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 06.01.2017
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Brasil

Ministro diz que chacina de Roraima não foi retaliação

Para Alexandre de Moraes, mortes de 31 detentos numa penitenciária do estado são acerto de contas interno do PCC e não retaliação à rival FDN pelo massacre de Manaus. Secretaria também descarta briga de facções.

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, disse nesta sexta-feira (06/01) que as mortes de 31 presos numa penitenciária de Roraima são um acerto de contas interno da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e não uma retaliação à Família do Norte (FDN) pelo massacre de Manaus.

"Segundo dados que me foram passados, desde as últimas rebeliões [no presídio de Roraima] houve a separação das facções nesse presídio. Todos [os mortos no presídio] eram ligados à mesma facção, que é o PCC. Dos 31 mortos, três eram estupradores e os demais eram rivais internos que haviam traído os demais. Então, na linguagem popular, trata-se de um acerto de contas interno", disse o ministro, ao ressaltar que o caso, de qualquer forma, é grave.

Ao menos 31 presos da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (PAMC), na zona rural de Boa Vista, em Roraima, foram mortos na madrugada desta sexta-feira, segundo a Secretaria de Justiça e Cidadania do estado. Um representante do governo de Roraima afirmou à agência de notícias AFP que não houve uma rebelião e que o massacre foi o resultado de uma ação rápida de um grupo de detentos. A ação durou menos de uma hora, e a maioria das vítimas foi morta com faca, disse o representante do governo local. Armas de fogo não foram encontradas.

Diante do ocorrido, Moraes vai ainda nesta sexta-feira a Roraima para se reunir com a governadora do estado, Suely Campos. O ministro negou que a situação nos presídios do estado tenha saído de controle, mas admitiu se tratar de uma situação difícil.

"Roraima já teve problemas no segundo semestre do ano passado, com 18 mortes em consequência de rebeliões. [No que se refere] à questão de termos rebeliões ou mortes, talvez tenha sido um grande erro cuidar apenas do problema", disse. Moraes falou sobre as mortes após detalhar o Plano Nacional de Segurança, no Palácio do Planalto.

Separação por facções

A Secretaria de Justiça e Cidadania de Roraima também descartou a possibilidade das mortes no PAMC estar associada à guerra entre organizações criminosas.

Segundo o órgão, desde novembro passado os presos estão separados em diferentes estabelecimentos prisionais, de acordo com a facção a que se dizem ligados. A medida foi tomada após confrontos entre grupos rivais ocorridos em outubro, que deixaram ao menos dez mortos.

No PAMC estariam apenas presos integrantes do PCC e os que dizem não pertencer a nenhuma facção. Membros do Comando Vermelho e da FDN estariam na Cadeia Pública. 

De acordo com o secretário de Justiça de Roraima, Uziel de Castro Júnior, todos os presos mortos nesta sexta-feira integram o PCC ou não têm vínculos com grupo criminoso. "É improcedente a informação de que o que aconteceu seja uma vingança às mortes em Manaus."

AS/abr/efe

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