Ministro alemão coloca tratado de Schengen em xeque | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 18.03.2018
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Alemanha

Ministro alemão coloca tratado de Schengen em xeque

Horst Seehofer afirma que Alemanha pode continuar a impor controle em suas fronteiras além do prazo anunciado no ano passado.

Horst Seehofer

Seehofer: "Controle deve ser mantido enquanto UE não estiver em posição de proteger suas fronteiras externas"

O ministro do Interior da Alemanha, Horst Seehofer, levantou a possibilidade de o país suspender o tratado de Schengen – que garante a livre-circulação de pessoas entre os país da União Europeia (UE) – por tempo indeterminado para intensificar o controle em suas fronteiras.

"O controle de nossas fronteiras deve ser mantido enquanto a UE não estiver em posição de proteger suas fronteiras externas", disse. "Eu não vejo (a UE) conseguir fazer isso num futuro próximo", completou. As declarações foram concedidas em entrevista à edição deste domingo (18/03) do jornal Welt am Sonntag.

Em novembro, diante de episódios de atentados terroristas e fluxo contínuo de refugiados, seis países signatários do tratado decidiram reintroduzir controles em suas fronteiras. Entre eles estão a Alemanha, a Áustria, a Suécia, a França, a Noruega e a Dinamarca. A previsão é que os controles durem até maio deste ano, mas as declarações de Seehofer sinalizam que o caso alemão possa ultrapassar a data limite de 12 de maio, pressionando ainda mais as bases do tratado.

Segundo a Comissão Europeia, esse tipo de medida deve permanecer uma exceção e respeitar o princípio de proporcionalidade. A Comissão, no entanto, não tem poder para vetar qualquer decisão dos seus membros de se reintroduzir controles em suas fronteiras.

Polêmicas

Seehofer é presidente da União Social Cristã (CSU) da Baviera, partido irmão da União Democrata Cristã (CDU), da chanceler federal Angela Merkel. Ele assumiu o posto de ministro em 14 de março. Desde então tem feito declarações que vêm causando desconforto ao governo. Na semana passada, disse, por exemplo, que "o islã não pertence à Alemanha". 

"Os muçulmanos que vivem entre nós são, naturalmente, parte da Alemanha. Mas claro que isso não significa que nós, por falsa consideração, devemos abrir mão de nossas tradições e costumes", disse.

Em reação às declarações de Seehofer, Merkel afirmou que a Alemanha é fortemente marcada sobretudo pelo cristianismo e pelo judaísmo, mas que hoje milhões de muçulmanos vivem no país e praticam sua religião. "Esses muçulmanos também pertencem à Alemanha, e, do mesmo modo, sua religião também pertence a Alemanha, ou seja, o islã", disse Merkel. "Precisamos fazer de tudo para promover uma boa convivência entre as religiões."

JPS/ots

----------------

A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas. Siga-nos no Facebook | Twitter | YouTube | WhatsApp | App

Leia mais