Milhares vão a funeral de líder separatista da Ucrânia | Notícias internacionais e análises | DW | 02.09.2018
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Mundo

Milhares vão a funeral de líder separatista da Ucrânia

Presidente de autoproclamada república no leste do país é sepultado como herói. Assessor de Putin chama insurgente de "irmão". Alexandr Zakharchenko morreu numa explosão ocorrida num restaurante em Donetsk.

Pessoas nas ruas de Donetsk, no leste da Ucrânia, durante funeral de líder separatista

Trânsito do centro de Donetsk foi interrompido para realização do funeral

Milhares de pessoas compareceram neste domingo (02/09) ao funeral de Alexandr Zakharchenko para se despedirem do líder da autoproclamada República Popular de Donetsk, morto na última sexta-feira numa explosão na cidade de Donetsk, o reduto dos separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia.

Uma capela foi instalada no Teatro de Ópera e Balé, e longas filas de pessoas foram formadas do lado de fora.

"A ceremônia contou com mais de 120 mil pessoas", disse à agência russa Interfax um porta-voz do governo da autoproclamada República Popular de Donetsk, que interditou o trânsito de veículos no centro da cidade.

Um correspondente da agência de notícias AFP estimou o número de participantes em mais de 30 mil. Pessoas uniformizadas isolaram o centro da cidade, e o transporte público foi temporariamente suspenso. Enormes cartazes foram pendurados com fotos e citações de Sachartschenko. "Todos nós temos uma pátria - Rússia", dizia um cartaz.

Zakharchenko foi enterrado com honras militares na Alameda dos Heróis do cemitério sul de Donetsk.

Em declaração transmitida pela agência de notícias da República Popular de Donetsk, Vladislav Surkov, assistente do presidente russo, Vladimir Putin, chamou  Zakharchenko de "irmão”.

Você é um cara legal, um verdadeiro herói, e é uma grande honra ser seu amigo”, afirmou Surkov, chamando Zakharchenko por Sasha, diminutivo do nome do separatista.

O líder separatista morreu aos 42 anos, numa detonação ocorrida no momento em que ele e companheiros entravam em um restaurante. A explosão matou também um de seus seguranças, e outras 11 pessoas ficaram feridas.

Poucas horas depois, autoridades locais anunciaram a detenção de suspeitos e acusaram o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) de ter organizado o assassinato.

O governo de Kiev negou qualquer envolvimento no  ocorrido e sugeriu que a morte pode ter sido um acerto de contas entre os separatistas.

Em comunicado, Vladimir Putin afirmara que o assassinato visa desestabilizar a paz regional. Ele evitou apontar culpados pela explosão. O Ministério do Exterior russo, no entanto, acusou o governo da Ucrânia pelo atentado e pediu uma investigação internacional para esclarecer o ocorrido.

Antigo mecânico e depois empresário, Zakharchenko foi um dos líderes dos separatistas desde o início do conflito com as forças ucranianas, em abril de 2014. Em novembro daquele ano, meses depois de os territórios rebeldes do leste da Ucrânia proclamarem a independência, Zakharchenko foi eleito presidente da República Popular de Donetsk com 81% dos votos.

Nos últimos anos, vários comandantes separatistas foram mortos em atos que os separatistas atribuem ao serviço secreto ucraniano.

Mais de 10 mil pessoas morreram em Donetsk e Lugansk após o início da insurgência separatista em 2014. Kiev e governos ocidentais acusam Moscou de fornecer armas e tropas aos rebeldes. A Rússia nega as acusações e afirma que dá apenas apoio político aos insurgentes.

MD/efe/afp

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