Merkel se diz furiosa e triste com invasão do Capitólio | Notícias internacionais e análises | DW | 07.01.2021

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Mundo

Merkel se diz furiosa e triste com invasão do Capitólio

Chanceler federal alemã condena invasão à sede do Congresso dos EUA e diz que Trump tem parte da responsabilidade pelos acontecimentos. Macron e líderes europeus também defendem democracia americana.

Angela Merkel

"Uma regra fundamental da democracia é: depois de eleições há vencedores e perdedores", disse Merkel

A chanceler federal alemã, Angela Merkel, afirmou que a invasão do Capitólio, na noite desta quarta-feira (06/01), deixou-a "furiosa e também triste" e atribuiu parte da responsabilidade pelos acontecimentos ao presidente Donald Trump.

"Lamento profundamente que o presidente Trump não admita sua derrota desde novembro e ontem novamente", disse Merkel nesta quinta-feira, no início de um encontro do partido aliado União Social Cristã (CSU), em Berlim.

"Dúvidas sobre o resultado das eleições foram alimentadas, e isso criou uma atmosfera que tornou possível esses acontecimentos", afirmou.

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"Vencedores e perdedores têm que cumprir seu papel com decência", diz Merkel

"Uma regra fundamental da democracia é: depois de eleições há vencedores e perdedores", disse Merkel. Ambos devem desempenhar seu papéis "com decência e consciência da sua responsabilidade, para que a democracia seja a vencedora", acrescentou.

O presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, e o presidente do Bundestag (Parlamento alemão), Wolfgang Schäuble, também condenaram os eventos violentos ocorridos em Washington e afirmaram que Trump tem parte da responsabilidade pela invasão. Steinmeier disse que se trata de um ataque à democracia liberal. "Foi um assalto ao coração da democracia americana", disse.

O ministro do Exterior da Alemanha, Heiko Maas, exortou os apoiadores de Donald Trump a "pararem de pisotear a democracia", acrescentando que "palavras inflamadas se transformam em ações violentas". Já o ministro das Finanças e vice-chanceler alemão, Olaf Scholz, condenou as "imagens perturbadoras" de Washington e denunciou "um ataque insuportável à democracia".

Macron e UE defendem democracia americana

Outros líderes europeus também expressaram perplexidade e preocupação com o ataque à sede do Congresso dos EUA.

O presidente da França, Emmanuel Macron, transmitiu uma mensagem de apoio à "democracia dos Estados Unidos" e criticou o ataque à instituição.

"O que aconteceu em Washington não é, sem dúvida alguma, próprio dos Estados Unidos", disse Macron numa mensagem vídeo na qual aparece ao lado das bandeiras da França, da União Europeia e dos Estados Unidos.

"Quando, numa das democracias mais antigas do mundo, apoiadores do presidente cessante questionam com armas os resultados legítimos das eleições, estão destruindo uma ideia universal: 'uma pessoa, um voto'", afirmou Macron.

Os líderes das instituições da União Europeia (UE) também se manifestaram. "O Congresso dos Estados Unidos é um templo da democracia. É chocante presenciar cenas como as desta noite", disse o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse acreditar na força das instituições e da democracia dos Estados Unidos.

AS/dpa/epd/afp/lusa

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