Merkel pede que alemães ″fiquem em casa″ para deter a pandemia | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 24.10.2020

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Alemanha

Merkel pede que alemães "fiquem em casa" para deter a pandemia

"Por favor, fiquem em casa, sempre que possível, sempre que possível", apela chanceler federal após país europeu registrar novo recorde de infecções e ultrapassar marca de 10 mil mortes por covid-19.

A chanceler federal Angela Merkel pediu neste sábado (24/10) para que os alemães "fiquem em casa sempre que possível” e reduzam seus contatos sociais ao mínimo como forma de frear o avanço da pandemia.

O pedido foi feito após o país registrar um novo recorde de infecções diárias e o número de mortes por covid-19 ter ultrapassado a marca de 10 mil.

"Não somos impotentes contra o vírus, nosso comportamento determina a força e a rapidez com que ele se espalha. E a ordem do dia para todos nós é: reduza os contatos. Se reúna com menos pessoas", disse Merkel, em seu podcast semanal.

Ela também voltou a repetir o apelo feito no fim de semana passado para que os alemães evitem viagens e celebrações que "não são realmente necessárias".

"Por favor, fiquem em casa, sempre que possível, sempre que possível", disse ela. "A pandemia está se espalhando rapidamente de novo, ainda mais rápido do que no início”, disse.

A Alemanha registrou um novo recorde de casos diários neste sábado, com 14.714 novas infecções em 24 horas.

No entanto, o alto número, segundo o Instituto Robert Koch (RKI), agência governamental responsável pelo controle e prevenção de doenças infecciosas, também se deve a falhas nos registros de quinta-feira. Sem o colapso técnico, o instituto teria apurado um valor maior na sexta-feira (quando foram reportados 11.242 casos) - o que faria com que o número de sábado fosse um pouco menor.

No total, desde o começo da pandemia, a Alemanha contabiliza mais de 418 mil casos de coronavírus, com uma taxa de letalidade de cerca de 2,4% e uma taxa de mortalidade de 12 por 100 mil habitantes. 

A alta dos casos também vem se refletindo nos hospitais. Nas últimas duas semanas, o número de pacientes internados com covid-19 em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) mais do que dobrou. Na sexta-feira, 1.122 pessoas estavam internadas em UTIs, de acordo com dados da Associação Alemã Interdisciplinar para Terapia Intensiva e Medicina de Emergência (Divi). Apesar de alto, o número é três vezes menor do que o registrado na primavera, auge da pandemia na Europa.

Uma das explicações é que, atualmente, mais jovens estão sendo infectados e, geralmente, eles desenvolvem formas menos graves da doença. Porém, o número de idosos contaminados está aumentando.

A alta nos casos de coronavírus aumenta a pressão para que o governo federal adote regras nacionais de restrição para todo o país. Atualmente, os estados têm bastante liberdade para impor suas medidas individualmente. Um novo encontro entre a chanceler federal, Angela Merkel, e os líderes dos 16 estados alemães está marcado somente para a próxima sexta-feira.

JPS/ots