Merkel explora possibilidades de cooperação econômica com a China | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 16.07.2010
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Economia

Merkel explora possibilidades de cooperação econômica com a China

China é a principal parceira econômica de alemães na Ásia. Para chineses, Alemanha vem em 4º lugar. Em 2009 volume comercial entre ambos foi de 92 bi de euros. Mas viagem de Merkel também tem significado simbólico.

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Angela Merkel (e) e Wen Jiabao bebem juntos

As relações econômicas são tema central da visita da chanceler federal alemã, Angela Merkel, à China, nesta sexta-feira e sábado (16-17/07). Se o resultado será o fechamento de grandes contratos, como no passado, não está claro. A viagem tem, acima de tudo, um alto significado simbólico, sublinhado pelo fato de a premiê se encontrar duas vezes com seu homólogo Wen Jiabao, em Pequim e em Xi'an.

Nata da economia alemã

A China é o mais importante parceiro econômico dos alemães na Ásia. Para os chineses, por outro lado, a Alemanha vem em quarto lugar, após o Japão, os Estados Unidos e a Coreia do Sul.

Em 2009 o volume comercial entre os dois países foi de 92 bilhões de euros, com um superávit de quase 20 bilhões de euros do lado chinês, mas também com um mercado estável para as máquinas e automóveis alemães. No primeiro trimestre, o comércio bilateral cresceu 34%.

A chefe de governo alemã é acompanhada por uma delegação de importantes representantes do empresariado, inclusive os diretores executivos da Basf, Jürgen Hambrecht, da Siemens, Peter Löscher. e da Volkswagen, Martin Winterkorn. Aproveitando a ocasião, a VW anunciou a construção de sua 11ª fábrica na China, país onde vendeu quase meio milhão de carros somente no primeiro semestre deste ano.

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País de grandes oportunidades

O número das parcerias teuto-chinesas cresce regularmente. Há dois anos, a fabricante química Budenheim já investia em Xangai, e hoje já tem como cliente a Baosteel, maior metalúrgica da China.

A Budenheim produz materiais retardantes de chamas livres de halogênio. Segundo seu diretor geral, Qian Min, trata-se de um mercado em crescimento na Ásia, onde os compostos de halogênio, nocivos ao meio ambiente, vão sendo pouco a pouco substituídos. "Apesar da grande concorrência, temos boas chances", afirma.

Stefan Schröder, representante da indústria aeronáutica do estado da Baixa Saxônia, confirma que a ambição dos chineses é a chance para os alemães. "Para nós é especialmente importante que a China vá se transformar no segundo maior centro de aeronáutica civil nos próximos dez anos. Na Baixa Saxônia, temos um grande número de médias empresas capazes de fornecer peças para essas aeronaves. E trabalhamos em estreita cooperação com os técnicos da Lufthansa."

Obstáculos a estrangeiros

A montadora Mercedes pretende desenvolver um carro elétrico juntamente com a produtora de baterias e automóveis chinesa BYD. Henry Li, diretor de negócios estrangeiros da empresa sediada em Shenzhen, analisa: "A BYD ocupa um nível muito avançado na tecnologia de baterias, a Mercedes tem grande experiência na montagem de automóveis e na segurança. São dois parceiros fortes que se unem."

Mas, apesar de todas as oportunidades que oferece, a China não é um país fácil. Segundo Ioanna Kraft, diretora-gerente da Câmara Alemã de Comércio em Xangai, ainda há fortes obstáculos para a entrada no mercado.

As empresas europeias continuam tendo acesso restrito às concorrências públicas, "mesmo as que, para todos os efeitos, são empresas chinesas" por pagarem impostos no país e empregarem mão-de-obra local. Kraft espera "que essas questões sejam discutidas", durante a viagem de Merkel.

Autor: Astrid Freyeisen (av)
Revisão: Simone Lopes

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