Merkel e governadores não chegam a acordo para reforçar restrições | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 16.11.2020

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Alemanha

Merkel e governadores não chegam a acordo para reforçar restrições

Chanceler federal e os 16 chefes dos governos estaduais adiam para semana que vem decisão sobre reforço de lockdown parcial. Autoridades, no entanto, apelam para que a população diminua contato social.

Angela Merkel

Merkel defende adoção de medidas mais severas, mas governadores ainda querem esperar

A chanceler federal Angela Merkel e os 16 governadores da Alemanha lançaram um apelo nesta segunda-feira (16/11) para que os cidadãos do país diminuam o contato social para conter o avanço da pandemia de covid-19.

Em uma videoconferência com os chefes de governo estaduais, Merkel afirmou que a Alemanha conseguiu quebrar o ritmo de crescimento de contágios nos últimos dias, mas que o país ainda está longe da meta de redução de novos casos de coronavírus para no máximo 50 por 100.000 habitantes em sete dias. Nesta segunda, a marca estava em 143.

O apelo foi um dos poucos itens da reunião que contou com a aprovação de todos os participantes. Inicialmente, Merkel desejava aprovar um plano mais ambicioso, que incluiria a proibição completa de festas privadas até o Natal e a determinação de que crianças e adolescentes só se encontrem regularmente com um único amigo durante o tempo livre.

Outra proposta abordava o limite de encontros em público a membros de um único domicílio e, no máximo, outros dois integrantes de um segundo domicílio. O governo federal ainda desejava impor novas medidas nas escolas.

No entanto, a chanceler admitiu que não foi possível chegar a um acordo com os estados nesta segunda-feira. A maior parte dos governadores não quis que as medidas de restrição fossem reforçadas nesta semana.

Uma próxima reunião foi marcada para o dia 25 de novembro para discutir qual deve ser o curso de ação após 30 de novembro, data original em que expira o lockdown parcial acertado entre a chanceler e os governos estaduais.

"Eu imaginava impor novas restrições de contato hoje, mas não houve maioria para isso", disse a chanceler. "Todo contato que não acontece é bom para o combate à pandemia."

No início do mês, o país impôs o fechamento de bares e restaurantes, limitou reuniões sociais, mas manteve o comércio e escolas abertas.

De concreto, Merkel e os governadores só concordaram nesta segunda-feira em fornecer máscaras do tipo FFP2 ou N95 a um preço mais baixo, subsidiado pelo governo, para pessoas em grupos de risco, como idosos.

Temas como uma limitação ainda mais severa para reuniões sociais e um alerta para que as pessoas se abstenham de realizar festas até o Natal ficaram para a reunião da semana que vem, quando as autoridades devem analisar mais uma vez como a pandemia está se desenrolando.

"Na próxima conferência, os governos estaduais e federal discutirão como o risco de infecção em escolas em pontos críticos pode ser reduzido", anunciaram Merkel e os líderes estaduais.

"Números estão se estabilizando muito lentamente"

Horas antes da reunião, Merkel disse à liderança do seu partido que a mudança no número de casos não foi suficiente para justificar deixar as regras como estão. "Os números estão se estabilizando um pouco. Mas muito lentamente", disse a chanceler, segundo fontes.

Nesta segunda-feira, mais 10.824 novos casos de infecção foram registrados na Alemanha. É uma redução significativa em relação à segunda-feira anterior, quando 13.363 casos foram relatados pelo Instituto Robert Koch (RKI).

O número de casos registrados geralmente é menor às segundas-feiras, em parte porque menos testes são realizados no fim de semana. Na sexta-feira, 23.542 casos de covid-19 foram registrados.

JPS/dpa/dw/ots

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