Merkel anuncia pacote bilionário para a Saúde | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 08.09.2020

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Coronavírus

Merkel anuncia pacote bilionário para a Saúde

Apesar da falta de pessoal, setor conseguiu suportar bem impacto da pandemia, diz chanceler federal alemã. Para recompensar tais esforços, ela promete pacote financeiro extra às autoridades sanitárias.

A chanceler federal alemã, Angela Merkel, fala durante videoconferência voltada a discutir a atual situação do setor após a crise provocada pelo coronavírus

Angela Merkel falou em videoconferência voltada a discutir a atual situação do setor

A chanceler federal alemã, Angela Merkel, elogiou nesta terça-feira (08/09) os funcionários das autoridades sanitárias da Alemanha por um "trabalho extra inacreditável" durante a crise do coronavírus. Ao mesmo tempo, ela anunciou um fortalecimento significativo do setor: um pacote federal de 4 bilhões de euros (R$ 25 bilhões) a ser implementado nos próximos seis anos. 

Com tais recursos, o governo federal pretende criar 5 mil novos cargos para médicos, especialistas e pessoal administrativo do serviço público de saúde, além de investir na digitalização das autoridades sanitárias. 

O anúncio foi feito durante uma videoconferência voltada a discutir a atual situação do setor e as perspectivas futuras. Dela participaram também representantes municipais, regionais e federais

"O fato de termos superado tão bem a pandemia também tem a ver com a nossa estrutura [federal]", disse Merkel, agradecendo aos 17 mil funcionários dos escritórios de saúde pelo trabalho "extraordinário" que eles fazem todos os dias. 

A chanceler acrescentou ainda que as autoridades sanitárias desempenharam "um papel central" durante a crise ao ajudarem a quebrar as cadeias de infecção e garantir que nada saísse do controle.

Em toda a Alemanha, 375 escritórios de saúde pública administrados por municípios e grandes cidades devem obter fundos para 5 mil empregos permanentes extras até 2022, incluindo 1.500 até o fim do próximo ano.

A reforma, elaborada em junho pelo ministro da Saúde, Jens Spahn, e colegas regionais dos 16 estados da Alemanha, inclui atualização de equipamentos digitalizados, qualificação de profissionais e promessas de melhores salários destinadas a atrair médicos.

Os cerca de 2.500 médicos que trabalham em consultórios municipais – psiquiatras, pediatras e dentistas incluídos – há muito reclamam de baixa remuneração e poucos recursos em comparação com colegas de outras unidades de saúde da Alemanha.

O pacote de junho representaria, portanto, o início de um acordo coletivo de salários para criar maior paridade e remover os desincentivos aos planos de carreira dos escritórios de saúde pública.

O chefe da Associação de Médicos da Alemanha (Bundesärztekammer), Klaus Reinhardt, que representa 506 mil profissionais, aplaudiu o plano, mas alertou que o recrutamento estava apenas começando e que a reforma precisaria de uma implementação "cuidadosa e sustentável".

Ute Teichert, presidente do sindicato que representa os médicos dos consultórios de saúde municipais (DVÖGD), culpou os baixos salários por uma "mentalidade obstrucionista de anos de duração" por parte das autoridades federais, acrescentando que a reforma chega atrasada.

"É um primeiro passo importante para compensar anos de negligência e escassez neste setor", disse Teichert.

Reinhard Sager, presidente da associação dos municípios alemães (Landkreistage), disse na terça-feira que, apesar das deficiências, a população reconheceu os esforços dos escritórios de saúde local em torno de testes, contenção e rastreamento de pacientes com covid-19.

"Se tem uma coisa que aprendemos nos últimos seis meses, é isto: a pandemia pode ser bem controlada de forma descentralizada", disse Sager.

Uma pesquisa encomendada pela associação de municípios descobriu que 60% dos entrevistados acreditam que as medidas implantadas para conter a covid-19 em nível local se provaram as mais apropriadas.

IP/afp/kna/dpa/ots

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