Membro de partido de direita alemão se converte ao islã | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 24.01.2018
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Alemanha

Membro de partido de direita alemão se converte ao islã

Após mudança de religião, político renuncia a posto de líder regional da AfD. Partido populista, que acaba de estrear no Parlamento, é conhecido por retórica anti-islã e por campanha contra "islamização" da Alemanha.

AfD

AfD recebeu 12,6% dos votos nas últimas eleições alemãs

Um membro da Alternativa para a Alemanha (AfD), partido conhecido por sua retórica contrária a muçulmanos, renunciou ao cargo de liderança regional da legenda após se converter ao islã, confirmou a AfD nesta quarta-feira (24/01).

O partido nacionalista fez campanha contra o que considera uma "islamização" da Alemanha, devido à imigração e aos elevados índices de natalidade entre a população muçulmana do país. 

Leia também: O que esperar da AfD no Parlamento alemão?

Daniel Friese, porta-voz da seção da AfD no estado de Brandemburgo, confirmou que o político Arthur Wagner deixou a liderança do braço regional há duas semanas por "motivos pessoais". Por e-mail, Frises afirmou que o partido só se inteirou da conversão de Wagner após a sua renúncia.

"O partido não tem problema com isso", disse o porta-voz Daniel Friese sobre a mudança de religião. O porta-voz afirmou que o partido inclui grupo que representam os interesses de muçulmanos, cristãos e homossexuais.

Segundo reportagem do jornal berlinense Tagesspiegel, Wagner, que se filiou à AfD em 2015, já atuou num grupo de assistência a refugiados. De acordo com o diário, o político não quis se manifestar sobre a conversão, dizendo apenas se tratar de um assunto particular. Apesar de renunciar ao posto de liderança, ele permanece membro do partido.

A AfD, fundada em 2013, ingressou no Parlamento alemão após as eleições legislativas de setembro passado, quando conquistou 12,6% dos votos. O partido concorreu ao pleito com uma plataforma anti-islã, exigindo controles de fronteira mais rigorosos para conter o número de refugiados e migrantes entrando no país.

LPF/dpa/rtr/ap

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