Melancolia marca o quarto álbum da banda alemã Wir sind Helden | Cultura europeia, dos clássicos da arte a novas tendências | DW | 01.09.2010
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Cultura

Melancolia marca o quarto álbum da banda alemã Wir sind Helden

As 12 novas faixas do disco deixam um pouco de lado o som alegre e dançante conhecido pelos fãs. "Bring mich nach Hause" marca o retorno da banda após três anos de pausa, em tom nostálgico, mas que pode surpreender.

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Judith Holofernes, Pola Roy, Jean-Michel Tourette e Mark Tavassol compõem a banda

Os helden nunca entoaram tanta nostalgia. Na música título do quarto álbum, Bring mich nach Hause (Leve-me para casa), a vocalista Judith Holofernes canta o desejo de levar um amigo para casa: "Eu já estou muito tempo aqui fora", lamenta a voz melancólica. "E lá na soleira eu quero sangrar, se fico em silêncio, a chuva molha cada célula". Até agora não se tinha ouvido tanta "escuridão" por parte dos quatro músicos.

Muito pelo contrário, a música pop da banda alemã Wir sind Helden ganhou fama em toda Europa em 2003 pelo tom alegre e atrevido, quando estourou com o single Guten Tag (Bom Dia).

O primeiro disco da banda, Die Reklamation, que já tinha uma pitada de crítica política e social, vendeu 500 mil cópias. Em 2004, a banda, que faz parte da geração que veio para confrontar o pop rock inglês, levou o prêmio Echo de artista revelação.

15. Echo-Verleihung - Wir sind Helden

Echo 2004: artista revelação

E agora o quarteto vem com um álbum carregado de nostalgia, mas que pretende mostrar em cada uma das 12 faixas uma instrumentalidade legítima. Para isso, os músicos procuraram novos desafios, usando instrumentos como banjo, acordeão, piano de cauda e cuíca.

Pausa criativa para cuidar do bebê

Depois do terceiro álbum, Soundso, que foi o que fez menos sucesso, a banda ficou três anos parada. No caso de Holofernes e seu marido, o baterista helden Pola Roy (34), o motivo foi o nascimento do bebê. Já para os demais músicos, o tecladista e guitarrista Jean-Michel Tourette (35) e o baixista Mark Tavassol (36), foi uma pausa criativa.

Wir sind Helden live in Magdeburg

Os Helden sempre foram conhecidos por fazer música pop alegre e dançante

De volta, eles apresentaram no final de agosto o álbum Bring mich nach Hause, uma nova proposta, que não tem nada a ver com os discos anteriores, que lançaram sucessos como Müssen nur wollen (Precisamos apenas querer), Denkmal (Monumento) ou Gekommen um zu bleiben (Viemos para ficar).

E a banda não tem medo que os fãs achem o álbum muito escuro. "Eu sei que nosso público está aberto para ouvir músicas melancólicas", diz Holofernes. Quem conhece Wir sind Helden pelo rádio pode se surpreender. E a cantora afirma que isso não é ruim, apesar de admitir que já tem vontade de voltar a escrever canções alegres e tolas, que façam as pessoas dançar.

Lembrando a infância

Mesmo assim, este álbum tem algo dançante. A canção Was uns beiden gehört soa muito como um pop balcânico, e a faixa Kreise traz de volta uma guitarra animada e o som da bateria que convidam para dançar.

"Eu tive neste momento grande desejo de contar histórias", disse a cantora. Em Ballade von Wolfgang und Brigitte, que ela descreve como mistura de histórias de sua infância nos anos 1970, estão reunidas coisas muito pessoais. As letras das novas músicas fazem pensar e outras também sorrir.

Assim, Die Ballade von Wolfgang und Brigitte conta de maneira atraente a história do amor livre e não correspondido. Um grupo de amigos se encontra e curte a vida, mas cada um está insatisfeito com seus sentimentos não correspondidos. "Pelo verdadeiro, lindo, bom, todos querem sangrar e sentir o que dá para sentir. Foi tudo bom e bonito, não existe nada que não se faça, mas

Wir sind Helden

Banda estourou em 2003 com o single 'Guten Tag'

Wolfgang amou Brigitte (...) já Brigitte amou Irene (...) mas Manfred amou Gabi (...) já Gabi amou Wolfgang (...) mas Dieter amou Reinhard (...)".

A banda ensaiou as músicas do novo disco ao vivo em estúdio. Como produtor, foi escolhido o inglês Ian Davenport (Radiohead, Stereophonics, trilha sonora do filme Lua Nova). "Esta foi uma decisão consciente. Nós queríamos tentar algo novo", explica Tourette.

Renata Colombo (dpa)

Revisão: Roselaine Wandscheer

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