Manifestantes acusam Berlusconi de tentar intimidar a imprensa | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 04.10.2009
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Mundo

Manifestantes acusam Berlusconi de tentar intimidar a imprensa

Após aprovar multas contra jornais críticos ao governo, Berlusconi enfrenta manifestação a favor da liberdade de imprensa e contra tentativas de intimidação da mídia.

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Manifestantes na Piazza Del Popolo, centro de Roma

Milhares de pessoas saíram às ruas de Roma neste sábado (03/10) em favor da liberdade de imprensa e contra o que qualificaram de medidas intimidatórias do governo do primeiro-ministro Silvio Berlusconi.

O protesto foi convocado pela Federação Nacional da Imprensa Italiana (FNSI) e reuniu, segundo a polícia, 60 mil pessoas. Os organizadores calcularam que o total de participantes chegou a 350 mil.

Os manifestantes acusaram o governo de Berlusconi de tentar censurar matérias críticas sobre sua polêmica vida privada. Berlusconi aprovou multas que somam 4 milhões de euros contra dois jornais de esquerda – La Repubblica e L'Unitá – devido à cobertura de um escândalo envolvendo o primeiro-ministro e supostas prostitutas convidadas a sua residência. Ele também move processos contra jornais na Espanha e na França.

"Exigimos do chefe de governo que encerre a campanha contra os jornalistas", afirmou Franco Siddi, do sindicato italiano dos jornalistas.

Anti Berlusconi Demonstration Flash-Galerie

Os protestos contaram com o apoio de numerosas personalidades do mundo da cultura. Entre outros, os prêmios Nobel de Literatura Günther Grass, Doris Lessing e Elfriede Jelinek se pronunciaram em defesa das publicações e a favor da liberdade de expressão.

Berlusconi qualificou os protestos de "farsa absoluta". Ele afirmou que em nenhum outro país a imprensa tem tanta liberdade como na Itália. Berlusconi é dono de três emissoras de televisão e, na condição de primeiro-ministro, possui influência na emissora estatal RAI.

AS/dpa/afp/lusa

Revisão: Roselaine Wandscheer

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