Mais de 40 mortos e 850 detidos na Venezuela em janeiro | Notícias internacionais e análises | DW | 29.01.2019
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Venezuela

Mais de 40 mortos e 850 detidos na Venezuela em janeiro

Em meio a recente onda de protestos, país tem maior número de pessoas presas em um único dia dos últimos 20 anos, afirma ONU. Autoridades investigam relatos de maus-tratos em detidos.

Marcha contra o presidente venezuelano Nicolás Maduro em Caracas

Marcha contra Maduro em Caracas, em 23 de janeiro

Ao menos 40 pessoas foram mortas e mais de 850 foram presas em meio a recentes protestos na Venezuela, disse o porta-voz de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Rupert Colville, nesta terça-feira (29/01).

Acredita-se que, entre os mortos, 26 tenham sido baleados por forças pró-governo, cinco tenham perdido a vida em batidas em domicílios e 11 tenham sido mortos por "indivíduos não identificados" durante saques, disse Colville a jornalistas em Genebra. Um membro da Guarda Nacional da Venezuela teria sido morto no estado de Monagas.

Entre as 850 pessoas presas entre 21 e 26 de janeiro, 77 são crianças, algumas delas com apenas 12 anos de idade. Do total, 696 pessoas foram detidas em 23 de janeiro – maior número de presos em um único dia na Venezuela em 20 anos.

Colville acrescentou que autoridades estão investigando denúncias de maus-tratos em detidos.

As recentes tensões tiveram início em 21 de janeiro, quando um grupo de soldados assumiu o controle de um posto de comando a norte de Caracas e afirmou "repudiar completamente" o regime do presidente Nicolás Maduro, pedindo que a população fosse às ruas em seu apoio. A revolta foi rapidamente suprimida, e os soldados, presos.

Dois dias depois, dezenas de milhares de manifestantes foram às ruas na capital e em outras cidades do país para protestar contra e a favor de Maduro, o que levou a uma série de confrontos.

Em meio às manifestações, o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou presidente interino e prometeu instalar um governo de transição, além de convocar novas eleições.

Desde então, Maduro e Guaidó vêm disputando o apoio das Forças Armadas. O líder oposicionista, que já obteve amplo apoio internacional, ofereceu anistia a soldados que aceitem se juntar a ele.

No domingo, Guaidó entregou panfletos a militares detalhando uma lei de anistia que os protegeria caso eles o ajudem a derrubar Maduro, além de ter convocado a população venezuelana para novos protestos em massa na quarta-feira e no sábado.

Nesta segunda-feira, o governo do presidente americano, Donald Trump, anunciou sanções contra a estatal venezuelana Petróleos de Venezuela (PDVSA), com o objetivo de limitar as exportações de petróleo do país para os Estados Unidos e pressionar Maduro a renunciar ao cargo.

Maduro também está sob pressão de diversos países europeus que deram a ele no último sábado um prazo de oito dias para anunciar eleições livres e justas, ameaçando reconhecer Guaidó como líder da Venezuela caso um novo pleito não seja planejado. Maduro rejeitou o ultimato dos países europeus.

PJ/rtr/ap/afp

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