1. Pular para o conteúdo
  2. Pular para o menu principal
  3. Ver mais sites da DW
ConflitosPaquistão

Mais de 190 mortos em conflito separatista no Paquistão

1 de fevereiro de 2026

Após ataques a bomba por separatistas no Baluchistão deixarem quase 50 mortos, forças governistas retaliaram, matando mais de 145 "terroristas apoiados pela Índia".

https://p.dw.com/p/57qjC
Carro destruído por bomba em Quetta, no Paquistão
Separatistas acusam o governo paquistanês de explorar recursos naturais do Baluchistão sem dar nada para a população em trocaFoto: Mazhar Chandio/Anadolu/picture alliance

As forças de segurança do Paquistão mataram 145 militantes separatistas num intervalo de 40 horas, em resposta a uma série de ataques coordenados a bomba e tiros deixarem quase 50 mortos na província do Baluchistão neste sábado (31/01).

Autoridades têm lidado com uma das piores ondas de violência nos últimos anos na região, a mais pobre do país, desde que insurgentes intensificaram seus ataques a forças de segurança, civis e infraestrutura.

Os atentados – cuja autoria foi reivindicada pelo grupo separatista Exército de Libertação Baloche (ELB) – teriam visado hospitais, escolas, bancos e mercados públicos, segundo o vice-ministro do Interior, Talal Chaudhry.

De acordo com Chaudhry, os ataques mataram 17 membros das forças de segurança e 31 civis. Já o Exército de Libertação Baloche afirma ter matado 84 membros das forças de segurança e capturado outros 18.

Governo do Paquistão culpa a Índia

O governo atribuiu a violência a "militantes patrocinados pela Índia " – acusação prontamente rechaçada pelo país vizinho.

"Nós rejeitamos categoricamente as alegações infundadas feitas pelo Paquistão", declarou um porta-voz do ministério indiano do Exterior, instando o governo paquistanês a cuidar das "demandas antigas de seu povo na região".

Os Estados Unidos se manifestaram solidariamente ao Paquistão, referindo-se aos ataques separatistas como atos de violência terrorista.

O Paquistão lida com separatistas no Baluchistão há décadas. Ataques armados a forças de segurança são frequentes na região, bem como contra estrangeiros e paquistaneses de outras províncias.

Os separatistas acusam o governo paquistanês de explorar o gás natural e outros recursos minerais abundantes da região sem dar nada para a população em troca.

Autoridades afirmam que o grupo também tem operado com apoio do Talibã paquistanês, aliado do grupo homônimo que governa o Afeganistão. 

ra (Reuters, AFP, AP)