Mais de 190 mortos em conflito separatista no Paquistão
1 de fevereiro de 2026
As forças de segurança do Paquistão mataram 145 militantes separatistas num intervalo de 40 horas, em resposta a uma série de ataques coordenados a bomba e tiros deixarem quase 50 mortos na província do Baluchistão neste sábado (31/01).
Autoridades têm lidado com uma das piores ondas de violência nos últimos anos na região, a mais pobre do país, desde que insurgentes intensificaram seus ataques a forças de segurança, civis e infraestrutura.
Os atentados – cuja autoria foi reivindicada pelo grupo separatista Exército de Libertação Baloche (ELB) – teriam visado hospitais, escolas, bancos e mercados públicos, segundo o vice-ministro do Interior, Talal Chaudhry.
De acordo com Chaudhry, os ataques mataram 17 membros das forças de segurança e 31 civis. Já o Exército de Libertação Baloche afirma ter matado 84 membros das forças de segurança e capturado outros 18.
Governo do Paquistão culpa a Índia
O governo atribuiu a violência a "militantes patrocinados pela Índia " – acusação prontamente rechaçada pelo país vizinho.
"Nós rejeitamos categoricamente as alegações infundadas feitas pelo Paquistão", declarou um porta-voz do ministério indiano do Exterior, instando o governo paquistanês a cuidar das "demandas antigas de seu povo na região".
Os Estados Unidos se manifestaram solidariamente ao Paquistão, referindo-se aos ataques separatistas como atos de violência terrorista.
O Paquistão lida com separatistas no Baluchistão há décadas. Ataques armados a forças de segurança são frequentes na região, bem como contra estrangeiros e paquistaneses de outras províncias.
Os separatistas acusam o governo paquistanês de explorar o gás natural e outros recursos minerais abundantes da região sem dar nada para a população em troca.
Autoridades afirmam que o grupo também tem operado com apoio do Talibã paquistanês, aliado do grupo homônimo que governa o Afeganistão.
ra (Reuters, AFP, AP)