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Prédio destruído após ser atingido por míssil na região de Odessa, no sul da Ucrânia
Prédio de nove andares foi atingido por míssil na região de OdessaFoto: Maksym Voitenko/AA/picture alliance
ConflitosUcrânia

Mísseis matam ao menos 19 no sul da Ucrânia

1 de julho de 2022

Segundo autoridades ucranianas, duas crianças estão entre os mortos em ataques russos na região de Odessa. Prédio residencial de nove andares foi atingido.

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Ao menos 19 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas após mísseis russos atingirem alvos na região de Odessa, no sul da Ucrânia, afirmaram serviços de emergência ucranianos nesta sexta-feira (01/07).

Os mísseis foram disparados na madrugada desta sexta e atingiram um prédio residencial de nove andares e um resort no distrito de Bilhorod-Dnistrovskyi. A localidade fica cerca de 80 quilômetros a sudoeste da cidade portuária de Odessa, no Mar Negro, que se tornou um ponto estratégico na guerra da Rússia contra a Ucrânia

Duas crianças estão entre os mortos, e outras seis entre os feridos, segundo autoridades ucranianas. Equipes de resgate conseguiram retirar ao menos sete pessoas com vida dos escombros, incluindo três crianças.

Mapa mostra presença de tropas russas no leste da Ucrânia

Segundo Sergiy Bratchuk, porta-voz da administração militar de Odessa, os ataques foram lançados a partir de aeronaves vindas do Mar Negro. Ele descreveu os mísseis como "muito poderosos".

O ataque à região de Odessa nesta sexta ocorre um dia depois de forças russas terem abandonado suas posições na Ilha das Serpentes, próxima à Odessa e que se tornou um símbolo da resistência ucraniana. Forças de Kiev disseram que os russos fugiram da ilha estratégica no noroeste do Mar Negro após uma série de ataques de artilharia e mísseis ucranianos. A retirada deve minar o controle russo sobre as vitais rotas de transporte de grãos a partir de Odessa.

Também nesta semana, causou indignação um ataque russo a um shopping center em Kremenchuk, na região central da Ucrânia, que deixou ao menos 18 civis mortos.

Otan vê Rússia como "ameaça direta"

A investida russa no sul da Ucrânia ocorre também dois dias depois de, em um claro sinal de como as relações entre Moscou e o Ocidente se deterioraram devido à guerra, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) ter passado a classificar a Rússia como a principal ameaça à segurança das nações que formam a aliança militar.

No mais recente conceito estratégico da aliança, divulgado durante cúpula da organização em Madri, os 30 países-membros apontaram que "a Federação Russa é a ameaça mais significativa e direta à segurança dos aliados e à paz e à estabilidade na zona euro-atlântica" para a próxima década.

Objetivos de Putin

Nesta quarta-feira, a principal autoridade de inteligência dos Estados Unidos afirmou que, apesar de as forças ucranianas terem tido sucesso em impedir a Rússia de capturar Kiev em fevereiro, o que forçou Moscou a focar em conquistar toda a região do Donbass, Putin segue com a intenção de invadir a maior parte da Ucrânia.

Contudo, as forças russas foram tão desgastadas nesses mais de quatro meses de combate que é improvável que possam alcançar a meta de Putin em breve, disse Avril Haines, diretora de Inteligência Nacional da Casa Branca.

"Percebemos uma desconexão entre os objetivos militares de Putin no curto prazo neste tema e a sua capacidade militar, uma espécie de desajuste entre as suas ambições e o que os militares são capazes de realizar", afirmou. 

Quatro meses de guerra

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro, e a guerra já matou mais de 4 mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A ofensiva militar também causou a fuga de mais de 8 milhões de pessoas, das quais mais de 6,6 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa vem sendo amplamente condenada pelo Ocidente, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e sanções econômicas a Moscou.

lf/cn (AFP, Reuters, Lusa)