Louvre reabre após quatro meses | Cultura europeia, dos clássicos da arte a novas tendências | DW | 06.07.2020

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França

Louvre reabre após quatro meses

Museu é reaberto em Paris com limitação de público, medidas de distanciamento e um terço das galerias fechadas. Local já conta com prejuízos para os próximos anos, com diminuição de 80% do público habitual.

Mona Lisa pode ser vista apenas em áreas marcadas na galeria do Museu do Louvre

Mona Lisa pode ser vista apenas em áreas marcadas na galeria do Museu do Louvre

O museu do Louvre em Paris, que abriga algumas das obras de artes mais famosas do mundo, reabriu nesta segunda-feira (06/07) depois de quatro meses fechado em razão da pandemia de covid-19.

Entretanto, em torno de um terço das galerias estará fechado. O número de visitantes será limitado, e os ingressos somente podem ser adquiridos através de reservas antecipadas. O uso de máscaras de proteção é obrigatório.

O Louvre, localizado no antigo palácio real da França, é o museu mais visitado em todo o mundo. O grande destaque de seu acervo é o quadro Mona Lisa, do pintor italiano Leonardo da Vinci.

Setas sinalizam o trajeto a ser percorrido pelos visitantes no Louvre

Setas sinalizam o trajeto a ser percorrido pelos visitantes no Louvre

O diretor do museu, Jean-Luc Martinez, calcula que o museu tenha perdido mais de 40 milhões de euros na venda de ingressos durante os quatro meses em que esteve fechado. Ele admite que o local deverá sofrer prejuízos por mais alguns anos, enquanto o mundo se adapta à vida em meio ao coronavírus.

Em torno de 70% da área do museu, o que corresponde a 45 mil metros quadrados, será aberta ao público, que terá acesso a cerca de 30 mil obras do acervo. A Mona Lisa e várias coleções de antiguidades estarão abertas para visitação, mas outras galerias onde não é possível manter o distanciamento social permanecerão fechadas.

Os visitantes não poderão tirar selfies em frente à obra-prima de Da Vinci e terão de se limitar a permanecerem nos locais marcados para observar o distanciamento em relação às outras pessoas. O trajeto em algumas das galerias será indicado com setas e é proibido aos visitantes ultrapassarem uns aos outros.

"É emocionante para todas as equipes se prepararem para essa reabertura", disse Martinez. A maior parte dos visitantes do museu é do exterior, principalmente de turistas dos Estados Unidos. Os americanos, porém, ainda estão proibidos de entrarem na Europa.

Em torno de 70% dos 9,6 milhões de visitantes que o local recebeu no ano passado era de outros países, o que, segundo Martinez, deve gerar uma perda de 80% do público habitual. "Teremos, no melhor dos casos, entre 20 e 30% menos do que no verão do ano passado, entre 4 mil e 10 mil visitantes por dia", observou. 

O museu espera atrair o público francês, inclusive de Paris. Martinez que ser espelhar no sucesso de uma ramificação do Louvre em Lens, numa região mais pobre do país. Ele diz que o Louvre pode intimidar alguns setores da população e que o museu deve assegurar às pessoas que suas coleções são para a todos, com a melhora na apresentação e rotulação das obras e na curadoria.

RC/ap/afp

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