Lojista cobra ingresso para quem só quer olhar | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 08.04.2016
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Alemanha

Lojista cobra ingresso para quem só quer olhar

Segundo comerciante de Essen, na Alemanha, as pessoas vêm à sua loja para terem ideias, mas acabam encomendando os produtos pela internet. Por isso, ele decidiu cobrar uma "taxa de serviço".

Cansado de perder tempo atendendo clientes que só vêm à sua loja para darem uma olhadinha, um lojista na cidade alemã de Essen resolveu colocar um aviso na porta do estabelecimento, advertindo que cobra 2 euros como ingresso. A loja ideenreich, de Michael Pütz, oferece souvenires típicos e produtos artesanais da região do vale do Ruhr.

Se o cliente acabar comprando um produto exposto, os 2 euros são automaticamente descontados. O lojista vê a cobrança de ingresso como forma de protesto contra hábitos de consumo em tempos de compras pela internet. Segundo ele, as pessoas vêm à loja, têm ideias e acabam encomendando os produtos pela internet. Por isso, ele vê o ingresso cobrado como "taxa de serviço" pela conversa com o cliente.

"Medida incomum, mas necessária"

O dono da loja explica que há dias em que atende 50 pessoas, mas mesmo assim a soma do caixa não passa de 12,50 euros. "Às vezes eu me sinto como um segurança de museu. As pessoas passam por mim sem dizer uma palavra e acabam nem vendo direito o que há na loja", desabafou para o site Focus Online.

Além disso, nesse tempo ele poderia estar produzindo os produtos que oferece. "Por isso, peço a compreensão para essa medida incomum, mas necessária", escreveu o dono da loja no Facebook.

Quem sabe o código não paga

As reações foram variadas. No Facebook, alguns o cumprimentam pela iniciativa, outros o ofendem e aconselham a fechar a loja. Após a grande repercussão na imprensa alemã, Pütz reagiu.

Ele se considera mal entendido e diz que não é bem assim. Segundo ele, o "ingresso" só é cobrado quando ele precisa produzir alguma peça, e, além disso, basta dizer o código postado em sua página no Facebook para ter entrada franca.

"O importante não são os 2 euros. Eu queria que as pessoas falassem sobre isso. E isso eu consegui", diz.

Leia mais