Liga Árabe anuncia iniciativa pró-Estado palestino | Notícias internacionais e análises | DW | 06.01.2018
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Oriente Médio

Liga Árabe anuncia iniciativa pró-Estado palestino

Países árabes rebatem decisão de EUA de reconhecer Jerusalém como capital de Israel com iniciativa integrada em solução de dois Estados. Principais alvos de esforços pró-palestinos serão Rússia, China e União Europeia.

Muro israelense ao longo de campo de refugiados Shuafat, em Jerusalém Oriental

Muro israelense ao longo de campo de refugiados Shuafat, em Jerusalém Oriental

Os ministros do Exterior de seis países árabes e o secretário-geral da Liga Árabe anunciaram neste sábado (06/01) em Amã, capital da Jordânia, uma iniciativa para convencer a comunidade internacional a reconhecer um Estado palestino.

Por meios diplomáticos, eles procurarão obter o amplo reconhecimento de Jerusalém como capital palestina, integrado na solução de dois Estados (Israel e Palestina), anunciou, em coletiva de imprensa, o ministro jordaniano do Exterior, Ayman Safadi, tendo ao lado o secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Abulgueit.

A formação desse lobby pró-palestino foi decidida pelos chefes de diplomacia de Jordânia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito, Marrocos e Palestina. Eles integram o grupo da Liga Árabe criado para avaliar a situação de Jerusalém, depois de os Estados Unidos a terem reconhecido como capital do Estado de Israel. Recentemente o presidente Donald Trump também questionou o apoio financeiro americano aos palestinos.

"Concordamos em lançar um amplo movimento junto à comunidade mundial, com o objetivo de obter uma larga atitude política internacional de apoio a um Estado palestino independente, com Jerusalém Oriental como capital", anunciou Safadi. O grupo concentrará esforços para "garantir que nenhum outro Estado tome a decisão de reconhecer Jerusalém como capital de Israel ou de mudar a sua embaixada para Jerusalém".

Os países árabes tratarão também de pressionar Israel para que respeite as resoluções internacionais, enquanto descartam a validade legal do reconhecimento anunciado pelos Estados Unidos. Safadi e Abulgueit adiantaram que a Liga Árabe realizará uma reunião de chefes da diplomacia, no fim de janeiro, para "avaliar o resultado" dos contatos do grupo com a comunidade internacional, principalmente com Rússia, China e União Europeia.

Na reunião deste sábado discutiu-se, ainda, uma proposta para cancelar os tratados de paz firmados pelo Egito e a Jordânia com Israel. Segundo Abulgueit, entretanto, os ministros "decidiram, por unanimidade, aderir ao processo de paz, como uma opção estratégica de acordo com a iniciativa de paz árabe" impulsionada pela Arábia Saudita.

AV/rtr,lusa

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