Líderes mundiais condenam ataque em Manchester | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 23.05.2017
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Líderes mundiais condenam ataque em Manchester

Representantes de diversos países transmitem condolências ao Reino Unido, reiterando união no combate ao terrorismo. Kremlin classifica atentado de "cínico e desumano", Trump chama terroristas de "derrotados malvados".

default

Britânicos recebem de todo o mundo mensagens de solidariedade e condenações do ataque em Manchester

Governos do mundo afora condenaram nesta terça-feira (23/05) o ataque presumivelmente terrorista ao fim de um show da cantora Ariana Grande em Manchester, que deixou pelo menos 22 mortos e mais de 50 feridos, oferecendo suas condolências ao Reino Unido. Os Estados Unidos anunciaram que aumentarão a segurança em concertos e locais públicos.

A chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, expressou "tristeza" e "horror": tal ataque "incompreensível" somente "reforçará nossa determinação em continuar trabalhando junto com nossos amigos do Reino Unido para combater aqueles que planejam e executam tais atos desprezíveis".

"É inconcebível que alguém use um alegre show de música pop para matar ou causar ferimentos graves em muita gente. Penso nas vítimas e em todos os afetados, bem como nas suas famílias e em seu desespero e na sua dor", declarou Merkel, em comunicado.

A União Europeia (UE) também se solidarizou com as vítimas do suposto atentado de segunda-feira à noite em Manchester. "Meu coração está em Manchester esta noite. Todos os nossos pensamentos estão com as vítimas", escreveu no Twitter, ainda na madrugada, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, mandou uma mensagem de condolências à premiê britânica Theresa May. "Hoje estamos de luto com vocês. Amanhã trabalharemos lado a lado para combater aqueles que tentam destruir o nosso modo de vida. Eles subestimam a nossa e a vossa resistência: estes ataques covardes apenas fortalecerão o nosso compromisso de trabalhar juntos para derrotar os autores de atos tão desprezíveis."

O recém-eleito presidente da França, Emmanuel Macron, recebeu a notícia "com choque e consternação", indicou um comunicado do Palácio do Eliseu. "O presidente dirige ao povo britânico toda a ajuda da França. O presidente da República e o governo de Paris vão continuar, em conjunto com as forças britânicas, o combate contra o terrorismo."

O presidente do governo da Espanha, Mariano Rajoy, também usou o Twitter para condenar aquele que está sendo tratado pela polícia britânica como um atentado terrorista. "Condeno o ataque de Manchester. O meu pesar às famílias das vítimas que morreram e os meus desejos de pronta recuperação aos feridos."

O presidente da China, Xi Jinping, expressou "firme apoio" ao Reino Unido e "profundo pesar" pelo atentado. Segundo a agência oficial de notícias Xinhua, Xi enviou suas condolências à rainha Elizabeth 2ª num telefonema em que manifestou sua tristeza pelas "vítimas inocentes" e transmitiu suas condolências às famílias dos mortos.

Reações de condenação e solidariedade vieram também dos governos de Japão, Índia, Austrália, Israel, Grécia, Irlanda, Canadá, Irã, Portugal, entre outros.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse estar disposto a "promover a cooperação antiterrorista" com o Reino Unido após o atentado "cínico e desumano" em Manchester. Segundo um comunicado do Kremlin, Putin "expressou sinceras condolências" à premiê britânica, censurando "veementemente" o ataque. "Condenamos energicamente este crime cínico e desumano. Acreditamos que seu organizador não escapará do castigo que merece."

O presidente dos EUA, Donald Trump, qualificou os responsáveis pelo ataque em Manchester de "derrotados malvados" (evil losers) e apelou à união de "todas as nações civilizadas" no combate ao terrorismo: "Tanta gente jovem, bonita e inocente vivendo e curtindo a vida, assassinada por derrotados malvados." O chefe de Estado americano comentou que preferia a classificação a "monstros", pois esse termo deixaria os agressores satisfeitos.

"Os terroristas e extremistas e aqueles que lhes dão ajuda e conforto devem ser erradicados de nossa sociedade para sempre", disse Trump numa conferência de imprensa conjunta com o líder da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, em Belém. Manifestando "solidariedade absoluta com o Reino Unido" o presidente americano defendeu que a sociedade "não pode ter tolerância com este derramamento de sangue". As ideologias do terroristas "têm de ser obliteradas" e "a vida tem de ser protegida", afirmou.

O Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) comunicou que aumentará a vigilância em shows e lugares públicos. "As pessoas devem vivenciar um aumento da segurança em e ao redor de locais públicos e eventos, enquanto os funcionários tomam precauções adicionais", disse o órgão, em comunicado, embora descartando a existência de ameaças nacionais. "Neste momento, não temos informação que indique uma ameaça credível específica para shows nos EUA."

PV/lusa/efe/ap/rtr

Leia mais