Líderes condenam ataques na Nova Zelândia | Notícias internacionais e análises | DW | 15.03.2019
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Mundo

Líderes condenam ataques na Nova Zelândia

Comunidade internacional lamenta assassinato de dezenas de muçulmanos em Christchurch, na Nova Zelândia. Em meio a clamor por tolerância, houve críticas contra suposto aumento da islamofobia.

Mesquita Masjid Al Noor, em Christchuch, na Nova Zelândia

A mesquita Masjid Al Noor, no centro de Christchurch, foi palco de um massacre transmitido ao vivo em rede social

Líderes e autoridades de todo o mundo reagiram ao atentado terrorista contra duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia, nesta sexta-feira (15/03). Até o momento, autoridades locais contabilizaram 49 mortes e dezenas de feridos  – cerca de 20 pessoas foram hospitalizadas em estado grave.

Os ataques foram executados contras as mesquitas Al Noor, no centro de Christchurch, e contra uma segunda localizada no subúrbio de Linwood. O massacre em Al Noor foi transmitido ao vivo pelo Facebook por uma câmera presa ao capacete do atirador. As mesquitas estavam repletas de fiéis para a tradicional oração de sexta-feira, a chamada Jumu'ah.

A polícia comunicou atirador da Al Noor foi detido e identificado como um australiano extremista. Num manifesto de 74 páginas divulgado antes do ataque pelo suposto atirador, o autor se identificou como um australiano branco de 28 anos e racista.

Nova Zelândia

"Nós, a Nova Zelândia, não fomos alvo porque somos um porto seguro para aqueles que odeiam. Fomos escolhidos para este ato de violência porque condenamos o racismo. Fomos escolhidos pelo simples fato de não sermos nada disso. Porque representamos diversidade, gentileza, compaixão, um lar para aqueles que compartilham nossos valores, refúgio para aqueles que precisam", afirmou a primeira-ministra Jacinda Ardern.

"Vocês podem ter nos escolhido, mas nós absolutamente rejeitamos e condenamos vocês", disse a primeira-ministra se dirigindo aos agressores. "Não vou deixar isso [o ataque] mudar o perfil da Nova Zelândia, nenhum de nós deveria."

Austrália

"Estamos indignados e condenamos absolutamente o ataque que foi cometido hoje por um terrorista extremista de direita violento, que tirou vidas, roubou vidas, num ataque vicioso e assassino", disse o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison.

"Essas pessoas não merecem nomes", disse Morrison, mais tarde ao confirmar que o suspeito detido é um cidadão australiano. "Os nomes implicam algum tipo de humanidade, e eu não consigo enxergar humanidade em alguém que se envolveria com esse tipo de ódio e violência. Ele não merece um nome."

Brasil

"Nossas profundas condolências ao povo da Nova Zelândia, familiares e amigos das vítimas do terrível massacre nas mesquitas em Christchurch. O Brasil condena totalmente essa crueldade! Nos unimos aos neozelandeses em solidariedade neste momento difícil. Que Deus conforte a todos!", escreveu o presidente Jair Bolsonaro no Twitter.

Otan

"Condeno veementemente o terrível ataque terrorista contra as mesquitas em Christchurch. Meus pensamentos estão todos com aqueles que perderam entes queridos ou foram feridos. A Otan está com a Nova Zelândia, nosso amigo e parceiro em defesa de nossas sociedades abertas e valores compartilhados", disse o secretário-geral da organização, Jens Stoltenberg.

União Europeia

"Esse ato sem sentido de brutalidade contra pessoas inocentes em seu lugar de culto não poderia ser mais oposto aos valores e à cultura de paz e unidade que a União Europeia compartilha com a Nova Zelândia", disse o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

"Notícias angustiantes vindas da Nova Zelândia. O ataque brutal em Christchurch nunca diminuirá a tolerância e a decência pelas quais a Nova Zelândia é famosa. Nossos pensamentos na Europa estão com as vítimas e suas famílias", afirmou o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.

Alemanha

"Estou profundamente entristecida pelas notícias de Christchurch. Eu lamento com os neozelandeses por seus concidadãos que foram atacados e assassinados por ódio racista enquanto oravam pacificamente em suas mesquitas. Estamos juntos contra tais atos de terrorismo", afirmou a chanceler federal alemã, Angela Merkel, citada por seu porta-voz, Steffen Seibert, no Twitter.

"Este é um ataque direcionado contra muçulmanos. E, portanto, é também um ataque contra a democracia neozelandesa e a sociedade aberta e tolerante. Compartilhamos desses valores com a Nova Zelândia", prosseguiu Merkel.

"Quando as pessoas são assassinadas simplesmente por sua religião, é um ataque contra todos nós. Estamos juntos ao lado das vítimas. Mantenha-se forte, Nova Zelândia", disse o ministro do Exterior da Alemanha, Heiko Maas.

Estados Unidos

Em uma mensagem via Twitter, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou "a mais calorosa simpatia e os melhores desejos" ao povo da Nova Zelândia. "49 pessoas inocentes morreram de forma tão sem sentido, com tantos outros gravemente feridos. Os EUA apoiam a Nova Zelândia com qualquer coisa que possamos fazer. Deus abençoe a todos!", escreveu.

Reino Unido

"Em nome do Reino Unido, minhas profundas condolências ao povo da Nova Zelândia depois do horripilante ataque terrorista em Christchurch. Meus pensamentos estão com todos aqueles afetados por esse ato repugnante de violência", disse a primeira-ministra britânica, Theresa May.

"Fiquei profundamente triste com os terríveis acontecimentos em Christchurch. O príncipe Philip e eu enviamos nossas condolências às famílias e aos amigos daqueles que perderam suas vidas", afirmou a rainha Elizabeth 2ª.

Itália

"Quem atira em pessoas é um criminoso, independentemente da cor da pele de suas vítimas. Mas está muito claro que a imigração descontrolada, a invasão [...] dos últimos anos leva à agitação social", disse o ministro do Interior e vice-primeiro-ministro da Itália, Matteo Salvini.

Vaticano

O papa Francisco expressou sua "sincera solidariedade" após os ataques terroristas, que ele qualificou de atos de "uma violência sem sentido".

O secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, enviou um telegrama de pêsames em nome do papa que afirma que Francisco está "profundamente entristecido" pelo ocorrido e mostra solidariedade à Nova Zelândia, especialmente à comunidade muçulmana.

O papa reza pela "cura dos feridos, e para que tenham consolo aqueles que sofreram a perda de seus entes queridos, e por todos os afetados por esta tragédia", diz a mensagem.

Canadá

"Para avançarmos como um mundo, precisamos reconhecer a diversidade como uma fonte de força e não de ameaça. As vítimas eram pais, mães e filhos. Elas eram vizinhos, amigos e membros de famílias. Como em todas as vidas tomadas muito cedo, a dimensão completa de suas perdas nunca será conhecido", disse o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau.

Israel

"Israel lamenta o assassinato arbitrário de fiéis inocentes em Christchurch e condena o ato de terror na Nova Zelândia. Israel envia suas condolências às famílias em luto e seus sinceros desejos de uma rápida recuperação aos feridos", declarou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Turquia

"Ofereço minhas condolências ao mundo islâmico e ao povo da Nova Zelândia, que foram alvo deste ato deplorável – o mais recente exemplo de crescente racismo e islamofobia", disse o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

Em discurso durante um funeral de um ex-ministro, Erdogan disse que a islamofobia que motivou os ataques "começou rapidamente a tomar conta de comunidades ocidentais, como um câncer".

"Gostaria de lembrar a União Europeia e os países europeus de que eles não deveriam escrever ataques e discursos de ódio contra muçulmanos e nossa religião como liberdade de expressão e democracia e deveriam tomar medidas", disse o ministro do Exterior da Turquia, Mevlut Cavusoglu, após condenar os ataques em Christchurch.

Mundo Árabe

O secretário-geral da Organização de Cooperação Islâmica (OIC), Youssef al-Othaimeen, afirmou que o ataque "serviu como mais um aviso sobre os perigos óbvios do ódio, da intolerância e da islamofobia". 

A Arábia Saudita, berço do islã, condenou "nas mais fortes palavras" os ataques e sublinhou a "necessidade de respeitar religiões".

Os Emirados Árabes Unidos (EAU) ofereceram suas "mais profundas condolências às famílias das vítimas deste crime de ódio". "Apelamos ao mundo para combater o ódio. Os EAU são uma nação de tolerância e afiramos a necessidade de amor e coexistência", escreveu o príncipe herdeiro dos EAU, o xeque Mohammed bin Zayed Al Nahyan.

PV/dpa/efe/ots

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