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Líderes do Congresso chileno rejeitam almoço com Bolsonaro

20 de março de 2019

Presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados não participarão de evento oferecido por governo do Chile durante visita oficial de mandatário brasileiro ao país. Parlamentares criticam ultraconservadorismo de Bolsonaro.

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Jair Bolsonaro
Foto: Reuters/A. Machado

Os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados do Chile, Jaime Quintana e Iván Flores, respectivamente, anunciaram nesta terça-feira (19/03) que não participarão do almoço que será oferecido pelo governo chileno ao presidente Jair Bolsonaro, que fará uma visita oficial ao país no sábado.

Quintana, do Partido pela Democracia e que assumiu o comando do Senado na semana passada, afirmou que participará nesta quinta-feira dos atos envolvendo a visita do presidente da Colômbia, Iván Duque, mas que não estará em nenhum evento da programação de Bolsonaro em solo chileno.

"Não estarei sábado em La Moneda, por convicção política e também porque tenho uma agenda regional já confirmada", disse Quintana, em entrevista publicada ao jornal chileno La Tercera.

Recentemente eleito presidente da Câmara dos Deputados, o democrata-cristão Flores também decidiu não comparecer ao almoço organizado pelo governo de Sebastián Piñera em homenagem a Bolsonaro. A decisão de ambos os líderes levou a uma forte discussão no plenário do Senado chileno.

A visita de Bolsonaro gerou muitas críticas da oposição ao governo de Pinera e de organizações em defesa de minorias, que rejeitam as posições conservadoras do governante brasileiro.

O socialista Alfonso de Urresti, vice-presidente do Senado, também recusou o convite para participar da recepção a Bolsonaro, na sede do governo, e ainda destacou que o presidente do Brasil é um "perigo para a democracia". "É um ultradireitista, que pode provocar muito dano. Meu gesto de desagravo é a Bolsonaro, e não ao povo brasileiro", afirmou.

O deputado Vlado Mirosevic, da Frente Ampla, de esquerda, também não aceitou o convite do governo do Chile e afirmou que o presidente do Brasil é um líder "perigoso para os valores republicanos". "Fez da discriminação e do ódio a sua política. Ele representa um risco para a democracia. É um mau exemplo para o Chile", escreveu o parlamentar no Twitter.

Já a senadora governista Jacqueline van Rysselbergue, da União Democrata Independente (UDI), criticou a decisão dos colegas e afirmou que a recusa não é republicana.

Bolsonaro e Duque participarão, na sexta-feira, em Santiago, de uma cúpula presidencial, para abordar a criação de um novo mecanismo de integração na América do Sul, denominado Prosul. Ambos aproveitarão a ocasião para fazer um encontro oficial.

CN/efe/ots

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