Justiça aceita denúncia contra José Dirceu em ação da Lava Jato | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 15.09.2015
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages
Publicidade

Brasil

Justiça aceita denúncia contra José Dirceu em ação da Lava Jato

Ex-ministro vai responder por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Além Dirceu, ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e outras 13 pessoas viram réus.

A Justiça aceitou nesta terça-feira (15/09) as denúncias, apresentadas pelo Ministério Público (MP), contra o ex-ministro José Dirceu e outras 14 pessoas acusadas de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras, investigado na operação Lava Jato.

Quase três anos depois de ter sido condenado no escândalo do mensalão e ainda cumprindo pena, Dirceu, de 69 anos, vai responder na Justiça por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. A acusação é baseada em informações que o empresário Milton Pascowicht deu no depoimento de delação premiada.

"Do que os depoimentos prestados pelos criminosos colaboradores, há, em cognição sumária, prova documental do fluxo financeiro, inclusive de pagamentos sub-reptícios efetuados por Milton Pascowitch em favor de José Dirceu e de Fernando Moura [empresário ligado a Dirceu]", afirmou Sérgio Moro, juiz responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância.

Segundo a acusação do MP, a empresa de consultoria de Dirceu recebeu pagamentos de empreiteiras contratadas pela Petrobras sem prestar nenhum tipo de serviço. Os investigadores acreditam que esses repasses eram, na verdade, propina. O ex-ministro teria recebido no esquema 11,9 milhões de reais de maneira direta e indireta.

Além de Dirceu, passaram à condição de réus, entre outros, o ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) João Vaccari Neto, os empresários Fernando Antônio Guimarães Hourneaux de Moura e Olavo Hourneaux de Moura Filho, os delatores Milton Pascowitch e José Adolfo Pascowitch, e o ex-diretor da Petrobras Renato Duque.

O juiz não aceitou denúncia contra Camila Ramos, filha de Dirceu, e Daniela Leopoldo e Silva, arquiteta responsável pela reforma da casa particular do ex-ministro. Moro entendeu que as duas não tinham conhecimento de que o dinheiro que receberam era proveniente de recursos desviados da Petrobras.

Dirceu está preso desde o início do mês passado no Complexo Médico-Penal, localizado na região metropolita de Curitiba, quando foi deflagrada a 17 ª fase da Operação Lava Jato.

Confira a lista de reús:

- Cristiano Kok – presidente de Engevix Engenharia, acusado de organização criminosa, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
- Fernando Antonio Guimarães Horneaux de Moura – lobista suspeito de representar José Dirceu na Petrobras, acusado de organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
- Gerson de Mello Almada – ex-vice-presidente da Engevix, acusado de corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
- João Vaccari Neto – ex-tesoureiro do PT, acusado de corrupção passiva qualificada.
- José Adolfo Pascowitch – operador do esquema, acusado de organização criminosa, corrupção ativa e lavagem de dinheiro,
- José Antunes Sobrinho – executivo da Engevix Engenharia, acusado de corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
- José Dirceu – ex-ministro da Casa Civil, acusado de organização criminosa, corrupção passiva qualificada e lavagem de dinheiro.
- Júlio César dos Santos – ex-sócio minoritário da consultoria de Dirceu, acusado de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
- Júlio Gerin Camargo – lobista e delator da Lava Jato, acusado de lavagem de dinheiro.
- Luiz Eduardo de Oliveira e Silva – irmão e sócio de Dirceu, acusado de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
- Milton Pascowitch – operador e delator da Lava Jato, acusado de organização criminosa, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
- Olavo Horneaux de Moura Filho – operador, acusado de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
- Pedro José Barusco Filho – ex-gerente da Petrobras, acusado de corrupção passiva qualificada e lavagem de dinheiro.
- Renato Duque – ex-diretor da Petrobras, acusado de corrupção passiva qualificada e lavagem de dinheiro.
- Roberto Marques – ex-assessor de José Dirceu, acusado de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

CN/efe/abr/ots

Leia mais