Joaquim Barbosa anuncia que não será candidato a presidente | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 08.05.2018
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Brasil

Joaquim Barbosa anuncia que não será candidato a presidente

Pelo Twitter, ex-ministro do STF afirma que, após semanas de reflexão, optou não concorrer nas eleições presidenciais. Decisão é justificada como estritamente pessoal.

Barbosa, de 63 anos, nunca havia confirmado candidatura, mas sua filiação ao PSB dera combustível às especulações.

Barbosa, de 63 anos, nunca havia confirmado candidatura, mas sua filiação ao PSB dera combustível às especulações.

O ex-ministro do Superior Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa anunciou nesta terça-feira (08/05), pelo Twitter, que não será candidato a presidente da República. A decisão deixa ainda mais incerto o cenário para as eleições de outubro.

Leia também: O Brasil a caminho de uma eleição pulverizada

Barbosa, de 63 anos, nunca havia confirmado sua candidatura, mas sua filiação ao PSB, em 7 de abril passado, dera combustível às especulações.

"Está decidido. Após várias semanas de muita reflexão, finalmente cheguei a uma conclusão. Não pretendo ser candidato a presidente da República. Decisão estritamente pessoal", escreveu nesta terça-feira no Twitter.

Barbosa chegou fazendo barulho na primeira pesquisa eleitoral após a sua filiação ao PSB. Mesmo tendo permanecido longe dos holofotes nos últimos anos, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal apareceu com até 10% das intenções de voto sem Lula na disputa.

Em uma eleição em que o sistema político está desacreditado, analistas viam a possibilidade de Barbosa, nome associado ao combate à corrupção, se beneficiar da imagem de outsider.

Assim como Lula, Barbosa teria potencial para vender uma biografia para o eleitorado. De acordo com relatório recente da consultoria Eurasia, ele poderia ter o perfil mais competitivo nesta eleição, já que possui credenciais anticorrupção e poderia ser visto como alguém de fora do sistema político tradicional.

Primeiro juiz negro a ocupar uma cadeira no mais alto tribunal brasileiro, Joaquim Barbosa foi relator do mensalão, que condenou 24 réus, entre eles o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. 

Por outro lado, nunca disputou uma eleição e não tem experiência política ou já passou por algo similar ao desgaste de uma candidatura nacional. Também é conhecido pelo pavio curto. No STF, se envolveu em brigas com outros ministros. Esses eram considerados pontos negativos de uma eventual candidatura.

A eleição presidencial de 2018 deve ser uma das mais imprevisíveis desde 1989. A cinco meses do primeiro turno, marcado para 7 de outubro, o candidato favorito nas pesquisas, Lula, está preso e ameaçado de ficar fora da disputa. Até agora 16 outros nomes já anunciaram que pretendem ou avaliam concorrer.

Com a desistência de Barbosa, a tendência é de o PSB se coligar com algum outro partido. O PSB é bem estruturado nacionalmente. Vai contar com 118,8 milhões do fundo eleitoral e está sendo bastante assediado por outras legendas para discutir possibilidades de alianças. 

RPR/ots

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