Itália fecha universidades e escolas por medo do coronavírus | Notícias internacionais e análises | DW | 04.03.2020
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Coronavírus

Itália fecha universidades e escolas por medo do coronavírus

Além da medida, governo italiano decreta que todos os eventos esportivos devem ocorrer sem presença de público durante um mês, para evitar maior disseminação da Covid-19. Brasil confirma terceiro caso da doença.

Professor grava aula em sala vazia na Universidade de Milão. Itália fecha escolas e universidades por Covid-19

Professor grava aula em sala vazia na Universidade de Milão. Itália fecha escolas e universidades por Covid-19

O governo da Itália ordenou nesta quarta-feira (04/03) o fechamento das escolas e universidades em todo o país, como medida de prevenção diante do avanço do coronavírus Sars-Cov-2, que já matou 107 pessoas no território italiano.

A medida, válida até pelo menos o final do mês, já estava em vigor há 13 dias nas províncias de Emília-Romanha, Lombardia e Vêneto e acabou sendo ampliada para todo o país após a recomendação do comitê científico criado pelo governo para tentar deter a expansão da doença. O surto de Covid-19 no país é o mais letal fora da China até o momento.

O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, disse que tomou a decisão durante uma reunião com todos os ministros de seu gabinete e autoridades de saúde para avaliar possíveis ações contra a doença. "Uma grande parte da troca de informações foi dedicada às escolas e universidade. Fizemos uma avaliação ampla e a orientação foi de organizar o fechamento, por prudência", afirmou Conte.

"É uma decisão de impacto, e espero que os alunos retornem assim que possível", disse a ministra italiana da Educação, Lucia Azzolina, ao anunciar a decisão.

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O governo também decretou o que todos os eventos esportivos na Itália devem ocorrer sem a presença do público, até o dia 3 de abril. A medida deverá permitir a continuação do campeonato italiano de futebol, após uma pausa forçada em razão do coronavírus.

Em mensagem de vídeo divulgada nas redes sociais, Conte disse que o decreto visa assegurar o "comportamento responsável", além de "evitar novas oportunidades de infecção". Entre os jogos de futebol mais importantes nesse período está a segunda partida entre a equipe da Juventus e os franceses do Lyon pelas oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa, marcada para o dia 17 de março em Turim.

Brasil confirma terceiro caso

O Ministério da Saúde do Brasil confirmou o terceiro caso da doença no país. A pessoa infectada é um homem colombiano de 46 anos, residente em São Paulo. Ele viajou recentemente para Europa, com passagens pela Itália, Alemanha, Espanha e Áustria.

As autoridades de saúde brasileiras avaliam ainda outro caso suspeito em São Paulo, de uma adolescente de 13 anos que passou por uma cirurgia na Itália. O primeiro exame para detectar a doença na jovem teve resultado positivo, e os médicos aguardam ainda a contraprova.

No total, mais de 90 mil casos da doença foram registrados em 81 países e territórios. O Sars-Cov-2 já matou em torno de 3,2 mil pessoas.

RC/afp/efe/ots

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