Israel bombardeia Faixa de Gaza em resposta a mísseis | Notícias internacionais e análises | DW | 14.12.2017
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Mundo

Israel bombardeia Faixa de Gaza em resposta a mísseis

Em meio a onde de violência após EUA reconhecerem Jerusalém como capital israelense, Exército ataca posições do Hamas e fecha passagens fronteiriças com enclave palestino por tempo indeterminado.

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Arquivo: imagem de cratera deixada por míssil lançado pela Força Aérea de Israel na Faixa de Gaza em 9 de dezembro

Israel realizou uma série de ataques aéreos contra posições do movimento islâmico Hamas, em Gaza, na madrugada desta quinta-feira (14/12), segundo comunicado do Exército israelense. A incursão militar ocorreu horas depois de mísseis terem sido disparados a partir do enclave palestino. 

Em um comunicado, o Exército israelense afirmou que bombardeou três instalações militares do Hamas em diferentes partes da Faixa de Gaza, controlada pelo movimento islâmico. 

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"As instalações militares eram usadas para treinamentos e armazenamento de armas", afirmou o Exército de Israel. "Isso foi uma resposta aos projéteis disparados a partir da Faixa de Gaza contra o território israelense."

Uma fonte de segurança palestina disse que houve mais de dez ataques aos alvos, que inclui uma instalação naval do Hamas e uma base militar perto do campo de refugiados de Shati, no norte de Gaza. A fonte disse que houve danos significativos aos alvos, além de danos menores nas casas próximas, onde residentes sofreram ferimentos leves.

Os ataques da Força Aérea israelense ocorreram horas depois de o sistema de defesa aérea de Israel ter interceptado dois foguetes disparados a partir de Gaza. Tais foguetes são geralmente disparados por grupos islâmicos marginais, mas Israel considera os líderes do Hamas em Gaza responsáveis por qualquer agressão proveniente do enclave.

Houve um aumento na violência em Gaza desde que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o reconhecimento unilateral de Jerusalém como capital de Israel, em 6 de dezembro. Desde então, 12 projéteis foram disparados contra Israel, que respondeu com ataques aéreos a dez localidades no enclave palestino.

Até agora, os recentes distúrbios em Gaza e Cisjordânia causaram a morte de seis palestinos, e mais de 1,5 mil pessoas precisaram de atendimento médico. Não houve mortes em Israel.

Após o controverso anúncio de Trump, o Hamas convocou uma nova intifada (levante popular) contra Israel.

Fronteira fechada

O Exército de Israel também comunicou nesta quintaßfeira que mantém fechados desde a manhã desta quinta-feira passagens fronteiriças com a Faixa de Gaza por motivos de segurança. Uma porta-voz militar não especificou por quanto tempo o bloqueio irá perdurar.

"Devido aos eventos e de acordo com as avaliações de segurança, a passagem de Kerem Shalom, para mercadores, e a de Erez, para pessoas, estarão fechadas", informou um comunicado militar.

O parlamentar palestino Jamal al-Khudary condenou a medida e afirmou que "um endurecimento do bloqueio duplica o sofrimento" dos residentes da Faixa de Gaza.

"O fechamento impediu a entrada de centenas de caminhões com alimentos, produtos de primeira necessidade para a população, e para o setor comercial, a construção e as instituições internacionais que ajudam cerca de um milhão de refugiados", declarou Al Khudary.

O deputado palestino expressou a necessidade de manter abertos os cruzamentos sem interrupção, por ser a principal artéria da vida em Gaza, que está sob bloqueio israelense desde que o Hamas tomou o controle do enclave, em 2007.

Desde 1º de novembro, a Autoridade Nacional Palestina (ANP) se encarrega da gestão dos cruzamentos em virtude do acordo de reconciliação assinado entre os islamitas e o nacionalista Fatah em outubro, mediado pelo Cairo.

Em 12 de outubro, o Hamas e o Fatah, movimento secular e moderado ao qual pertence o presidente da ANP, Mahmud Abbas, assinaram um acordo de reconciliação, para pôr fim a quase dez anos de hostilidades.

Os representantes dos dois movimentos afirmaram que o primeiro passo do acordo era reforçar o governo da ANP, que até agora só exercia o poder na Cisjordânia, enquanto o enclave da Faixa de Gaza era dirigido pelo Hamas.

PV/lusa/efe/afp

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